Vigilância em Saúde de São Fidélis esclarece dúvidas sobre dados do boletim epidemiológico

Em vídeo a superintendente explica porque podem haver mais recuperações no dia posterior, que o número de casos ativos no dia anterior
Fotos: SF Notícias

Através de um vídeo a Superintendente de Vigilância em Saúde do município de São Fidélis, Norte Fluminense, Hítalla Valentim, esclareceu algumas dúvidas sobre os dados dos boletins epidemiológicos divulgados diariamente pela Secretaria de Saúde. Um dos pontos esclarecidos foi quanto ao número de recuperados. “Vamos dizer que no boletim de hoje apareça 10 casos ativos e amanhã 15 recuperados. O que acontece, o teste que a gente realiza acusa anticorpo IgM e IgG. O anticorpo são nossas células de defesa que o nosso corpo produz contra o vírus. Quando a pessoa acusa IgM essa pessoa está na fase inicial da doença, então ela ainda corre o risco de estar transmitindo. Quando a pessoa apresenta o IgG, ela está na fase secundária da doença, já teve a doença e já criou um anticorpo contra a mesma” – explicou. A superintendente esclareceu ainda que muitas pessoas ao realizarem o teste, já apresentam IgG, e não têm mais nenhum sinal ou sintoma da doença. “Quando apresentou esses sinais e sintomas já se passaram 14 dias ou mais, que é o tempo de incubação do vírus. Elas entram (no boletim) como caso confirmado e automaticamente como caso recuperado. Por isso podem haver mais recuperações no dia posterior, que o número de ativos no dia anterior”. (continua após a publicidade)

De acordo com a superintendente, os boletins são feitos diariamente, no final do expediente, mediante aos testes realizados e aos resultados de exames que chegam do Lacen-RJ. Os casos confirmados se referem a todas as pessoas que testaram positivo, seja por teste rápido ou Swab (amostra enviada ao Lacen-RJ). Os casos suspeitos são aqueles que aguardam o resultado dos exames. No isolamento domiciliar e isolamento hospitalar, constam os casos suspeitos e casos ativos. Já os óbitos suspeitos, são pessoas que vieram a óbito antes do laboratório estadual disponibilizar os resultados. “Como é o laboratório do Rio de Janeiro, leva alguns dias para chegar o resultado. Se a pessoa for a óbito e o resultado ainda não chegou, esse número vai entrar em óbitos em investigação. Se o resultado for positivo vai entrar em casos confirmados e em óbitos confirmados. Se for negativo, vai entrar em descartado” – informou. Confira o vídeo AQUI.

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