quinta-feira , 6 agosto 2020
Foto: A Voz da Serra

Sem ser aberto para pacientes, hospital de campanha de Friburgo será desmontado no dia 5 de agosto Dos sete hospitais prometidos pelo governo Witzel, apenas dois ficaram prontos. Secretário de saúde disse que as unidades seriam desmontadas quando houvesse redução de casos e óbitos, e quando o número de leitos na rede fosse suficiente. Para ele, este momento chegou

Dos sete hospitais prometidos pelo governo Witzel, apenas dois ficaram prontos. Secretário de saúde disse que as unidades seriam desmontadas quando houvesse redução de casos e óbitos, e quando o número de leitos na rede fosse suficiente. Para ele, este momento chegou

O secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet, divulgou o cronograma para o que o Governo do Estado vem chamando de desmobilização dos hospitais de campanha. Nada mais é do que o desmonte das unidades. Das sete prometidas por Wilson Witzel, apenas duas ficaram prontas. As demais, nem chegaram a ser totalmente concluídas e serão desmontadas sem receber sequer um paciente. Os contratos firmados pelo estado para a construção desses hospitais são alvos de investigações da Polícia Federal e do Ministério Público, e até o ex-secretário de saúde do estado, Edmar Santos, foi preso. As primeiras unidades a serem desmontadas são Duque de Caxias, Nova Iguaçu e Nova Friburgo. O desmonte das estruturas, as lonas instaladas, começa no dia 05 de agosto. Já as unidades de São Gonçalo e Maracanã serão desmontadas depois do dia 12. As unidades de Campos e Casimiro de Abreu ficaram pelo caminho.

Segundo o secretário Alex Bousquet, a decisão de desmontar as unidades foi baseada em critérios técnicos e é mais uma fase do planejamento estratégico de enfrentamento à Covid-19 no estado. O secretário reafirmou que as determinações judiciais sobre os hospitais de campanha serão respeitadas e que a desmobilização só ocorrerá quando não houver obstáculos jurídicos. Segundo ele, o fechamento dos hospitais de campanha não terá impacto no atendimento dos pacientes que necessitam de internação. A rede de saúde referenciada para coronavírus conta atualmente com mais de 900 leitos, número que poderá ser ampliado com o apoio da SES aos municípios. “Desde o princípio, era previsto que os hospitais de campanha encerrassem as atividades quando houvesse a redução da curva de casos e óbitos, e quando a oferta de leitos da rede de saúde existente fosse suficiente. Este momento chegou. O passo foi avaliado em conjunto com técnicos do Governo”, explicou o secretário.

Os equipamentos dos hospitais de campanha desmobilizados irão reforçar as redes municipais de saúde e possibilitar a abertura de novos leitos. A nova estratégia, que inclui também a pactuação de leitos nos municípios e suporte operacional com profissionais e insumos, direciona para a assistência aproveitando as estruturas das unidades locais, num cenário em que a previsão de uma segunda onda da doença perde força, como explica o médico da SES, Alexandre Chieppe. “A OMS redefiniu o que chamamos de segunda onda. Trazendo pra realidade do Rio de Janeiro, o que devemos observar será uma extensão da primeira onda, que já aconteceu nas regiões metropolitanas I e II, onde está concentrada 80% da população fluminense. Hoje há uma interiorização do vírus, atingindo uma população bem menor e revelando uma capacidade de resposta da rede pública de saúde maior”, apontou.

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