Segundo maior felino do continente, onça-parda é flagrada no Parque Estadual dos Três Picos, em Friburgo

A espécie tem baixa população naturalmente, e está ameaçada pelo avanço da ação humana no habitat natural. O animal foi filmado em dois pontos, na parte baixa e na parte alta do Complexo Caledônia

O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) – através do projeto Aventura Animal – registrou no mês de julho, a presença de uma onça-parda (Puma concolor) em Nova Friburgo, dentro dos limites do Parque Estadual dos Três Picos (PEPT), unidade de conservação administrada pelo órgão. Segundo maior felino do continente americano, a espécie tem baixa população naturalmente, e está ameaçada pelo avanço da ação humana no habitat natural. O animal símbolo do PEPT foi filmado em dois pontos, na parte baixa e na parte alta do Complexo Caledônia, localizado na Região Serrana do Rio de Janeiro. A presença da espécie na unidade de conservação evidencia que o ecossistema da região está saudável, uma vez que a mesma está no topo da cadeia alimentar. A sobrevivência do felino no parque indica também que o ambiente proporciona condições para que isto aconteça.

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O monitoramento de animais no local é feito por meio de 20 armadilhas fotográficas com câmeras que foram disponibilizadas à unidade de conservação por meio do projeto do colaborador Juran Santos. O equipamento auxilia a equipe do PEPT no monitoramento da qualidade ambiental da fauna. Segundo Juran, o projeto atinge várias áreas da região, como Friburgo, Bom Jardim, Cordeiro e Santa Maria Madalena. “Ela (a onça) passou três dias na câmera. Passou dia 12, dia 13 e depois dia 15” – conta. Ele destaca que o projeto não visa meios lucrativos, e é realizado com apoio de alguns amigos que patrocinaram algumas câmeras. “O projeto deve durar um ano, um ano e meio mais ou menos, no mesmo ponto, pra gente no final catalogar todas espécies e a quantidade de espécies que passaram nesses locais” – disse.

De acordo com o coordenador do Núcleo Três Picos, Rominique Schimidt, as armadilhas promovem, por meio de registro visual, um maior conhecimento da fauna presente dentro do parque e na região. “É importante vermos a atividade do animal, como ele se comporta, o que ele faz naquele espaço. Monitoramos também a presença humana, o que auxilia na coibição da caça, por exemplo” – explica. A onça-parda, também conhecida como Suçuarana e Leão-baio, alimenta-se de animais silvestres de portes variados e exerce papel vital na manutenção da integridade dos ecossistemas onde ocorre. A espécie tem a capacidade de adaptação a vários tipos de ambientes, de desertos quentes aos altiplanos andinos, com maior atividade ao entardecer e à noite. Para conferir os registros do projeto, basta se inscrever no canal do YouTube AQUI.

Grande perda
Na última sexta-feira (30/07) uma onça-parda morreu ao ser atropelada na RJ-158, entre São Fidélis e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. O animal foi encontrado morto próximo à Fazenda da Pedra, em São Fidélis, e chamou a atenção de moradores da localidade e de usuários da via. Segundo o gestor do Parque Estadual do Desengano, Carlos Dário, há o lado bom e o ruim desse registro. O ruim é a grande perda para a fauna da região, e o lado bom é porque mostra que o animal sobreviveu ao ciclo de crescimento na região e chegou à fase adulta aparentemente saudável. O corpo do animal foi encaminhado para a sede da UENF para a realização de exames. Reveja a matéria AQUI.

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