Por unanimidade, comissão da Alerj aprova relatório de impeachment contra Wilson Witzel Afastado do cargo de governador do Rio, Witzel é investigado por suspeitas de corrupção em contratos públicos na saúde. Em uma rede social, o ex-juiz afirmou que recebe com respeito e tranquilidade a decisão da comissão da Alerj

Afastado do cargo de governador do Rio, Witzel é investigado por suspeitas de corrupção em contratos públicos na saúde. Em uma rede social, o ex-juiz afirmou que recebe com respeito e tranquilidade a decisão da comissão da Alerj

Foto: SF Notícias

Foi aprovado por unanimidade, pela Comissão Especial de Impeachment da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o parecer pelo prosseguimento do processo de impeachment de Wilson Witzel (PSC), governador afastado. O parecer do relator, deputado Rodrigo Bacellar (SDD), foi aprovado por 24 votos. Bacellar leu as 77 páginas do documento por pouco mais de duas horas, na presença dos 24 dos 25 deputados que formam a comissão. O relator listou uma série de denúncias contra Witzel, afastado pelo STJ no último dia 28 de agosto após a Operação “Tris In Idem”, que investiga desvios de recursos da saúde no governo do RJ em contratos emergenciais. Bacellar apontou em seu relatório que há fortes indícios de que o governador afastado tenha cometido crime de responsabilidade por meio do recebimento de vantagens indevidas. Na próxima semana, o processo será votado em plenário da Alerj. Para ser aprovado, o texto precisará do quórum qualificado de dois terços dos 70 parlamentares, ou 47 deputados. Caso a decisão seja pela aceitação da denúncia, será formado um tribunal misto composto por deputados e desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado (TJRJ). (continua após a publicidade)

O governador afastado é suspeito de participação em um esquema de desvio de recursos públicos destinados ao combate à pandemia de Covid-19 no estado do Rio. Ele foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). A operação, batizada de “Tris in Idem”, é desdobramento da Operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo fluminense. O nome da operação é uma referência ao fato de se tratar do terceiro governador do estado que se utiliza de esquemas ilícitos semelhantes para obter vantagens indevidas. De acordo com a Procuradoria-Geral da República, segundo apurado pelos investigadores, a partir da eleição de Wilson Witzel, estruturou-se no âmbito do governo estadual uma organização criminosa, dividida em três grupos, que disputavam o poder mediante o pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos (Reveja AQUI). “Recebo com respeito e tranquilidade a decisão da comissão da Alerj. Além da defesa por escrito, antes da votação em plenário farei a minha defesa presencial, demonstrando que não cometi crime de responsabilidade. Tenho confiança em um julgamento justo. Combati o crime organizado e a corrupção, que tentou se instalar no meu governo. Eu determinei a investigação dos contratos da Saúde e afastei os suspeitos. O linchamento político do qual tenho sido vítima deixará marcas profundas no RJ” – publicou Witzel em uma rede social após a decisão da Alerj.
Com informações da Agência Brasil

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