Policiais Militares evitam que homem se jogue de ponte em Itaocara

Os policiais teriam dialogado com o homem, impedindo-o de pular. Casos de suicídios vêm crescendo em nossa região

O número de casos de suicídios ou de tentativa de suicídios vem aumentando em nossa região, algo que preocupa. A pandemia de Covid-19 também contribuiu para que os casos de depressão e consequentemente suicídio aumentassem. Na manhã do último domingo (16/01), Policiais Militares lotados no 36º Batalhão de Polícia Militar impediram que mais um morador da região entrasse para uma triste estatística. Eles evitaram que um homem pulasse da Ponte Ary Parreiras em Itaocara, no Noroeste Fluminense.

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“No momento do perigo e do medo, estamos presentes e após ele também. Estamos aqui para salvar, servir e proteger, do início ao final, da intervenção ao acalento. Ao cidadão que nos confia a vida e ao que dedicamos a nossa” – publicou o 36º Batalhão de Polícia Militar. Segundo informações, os policiais teriam dialogado com o homem, que estaria transtornado, e acabou descendo da mureta onde havia subido.

Moradores de cidades da região na alarmante estatística de suicídios
Em setembro de 2021, mês de prevenção ao suicídio, dois casos foram registrados na região, sendo um idoso de 75 anos em Frexeiras, Cambuci, e uma mulher de 33 anos, em Valão do Barro, São Sebastião do Alto. O assunto é delicado e ainda é considerado um tabu. Mas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nove em cada 10 casos poderiam ser evitados com ajuda psicológica, o que evidência a necessidade do diálogo sobre o tema.

“O preconceito contra a depressão continua mais resistente e nocivo do que a própria doença. Isso mesmo entre pessoas supostamente esclarecidas – que inclusive sabem o quanto o depressivo sofre com o estigma de preguiçoso, acomodado e derrotista” – destaca Sheila Silva Mota Nobre, psicóloga, neuropsicopedagoga, pós-graduada em psicologia perinatal e graduanda em neuropsicologia.

Ela frisa que é importante compreender que a depressão é uma condição clínica que requer cuidados médicos e psicológicos. “Como um membro da família ou amigo, você pode ouvir a pessoa e dar o seu apoio, mas isso pode não ser suficiente” – afirma. “Quando alguém sofre um acidente e quebra uma perna, rapidamente levamos esta pessoa para um hospital. Quando alguém tem depressão, este indivíduo também precisa de cuidados médicos e psicológicos. Recomende a visita a um psicólogo, busque profissionais da sua confiança e incentive seu ente querido a se cuidar” – orienta. Confira a entrevista completa AQUI.

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