Médico de São Fidélis alerta para prevenção contra a gripe em meio ao surto que vem sendo registrado

Alguns municípios da região vivem um aumento significativo nos casos de síndrome gripal, incluindo São Fidélis. Grande número de crianças também vêm sendo afetadas. O estado do Rio já registrou cinco mortes este ano em decorrência da H3N2

Imagem: Reprodução/ Olhar Digital

Alguns municípios da região vivem um aumento significativo nos casos de síndrome gripal. Na capital e outras cidades da região metropolitana, o aumento de casos, que se propagam rapidamente, já é tratado como epidemia, e em estados vizinhos, ainda como surto. No momento os casos estão associados principalmente à linhagem “Darwin” do vírus Influenza A (H3N2), cepa predominante da mais recente temporada de gripe no hemisfério Norte.

“Na região estamos tendo um número bem significativo de síndrome gripal, compatível com a gripe e os locais que fazem a tipagem do vírus identificam o H3N2 como o sorotipo que seria envolvido nesse surto de gripe na região. Se o surto está afetando São Fidélis é estatístico, muito provável que sim” – destaca o Médico Intensivista, com Título de Especialista pela AMIB, diretor do CTI do Hospital Armando Vidal, Dr. Alexandre Aguiar.

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O médico ressalta ainda que este “surto” tem afetado um número significativo de crianças, sendo que as mais novas, além de idosos, pacientes comorbidades pulmonares, pacientes acamados, entre outros, fazer parte do grupo de risco. Com a pandemia de Covid-19, fica ainda mais difícil distinguir de que doença se trata, pois ambas apresentam sintomas semelhantes. “O que a gente tem visto é que realmente no caso da Influenza é muito típico o quadro gripal, lacrimejamento, coriza, o nariz obstrui, mas não tem aquele avanço rápido da Covid, mas deixa o paciente bastante prostrado, com febre” – explica o médico. Com o avanço da vacina contra a Covid, muita gente acabou relaxando na prevenção, o que pode contribuir para o avanço da contaminação pelo vírus Influenza H3N2. “Evitar aglomeração, uso de máscara, lavar as mãos com frequência, não levar a mão ao trato respiratório, porque se transmite através das secreções” – destaca o médico.

Vacinação e variante do H3N2
A cepa que está sendo relacionada ao surto que está acontecendo em algumas cidades do estado do Rio de Janeiro é uma variante do H3N2, identificada como Darwin. A vacina Influenza que está sendo aplicada este ano protege contra os três tipos de vírus que mais circulam no hemisfério sul: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2/ Hong Kong). “A vacina é desenvolvida para evitar que o vírus se multiplique, isso muito importante. Do ponto de vista epidemiológico tem uma importância em relação a vacina que será empregada no próximo ano para cobrir essa cepa” – frisa o médico Alexandre Aguiar.

Na região, Santo Antônio de Pádua já confirmou oficialmente casos de H3N2 e Campos vem registrando aumento de internações por doenças respiratórias, inclusive de crianças. São Fidélis também está registrando aumento no atendimento de pacientes com quadros gripais, além de aumento na procura pela vacina contra a Influenza, veja mais informações AQUI.

Mortes no estado
A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou o registro de cinco mortes causadas pelo vírus da influenza H3N2. Uma variante desse vírus é responsável pela escalada de casos no estado, em especial, na capital fluminense, que vive uma epidemia de gripe, com mais de 20 mil registros deste subtipo de influenza, nas últimas semanas.

Segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, os óbitos já superam os registrados em 2020, quando este subtipo de vírus da Influenza matou uma pessoa e, em 2019, que encerrou o ano com duas mortes. Já em relação ao H1N1, outro vírus da gripe, foram notificados 63 óbitos em 2019; um em 2020 e dois este ano.

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