Estudo detecta variante inglesa do coronavírus em Campos

A variante inglesa é considerada mais contagiosa do que a versão original do novo coronavírus

Pesquisadores do Instituto de Ciências Biológicas (ICB), em parceria com outras instituições, identificaram, em pacientes de oito estados brasileiros, a presença da variante do coronavírus originária do Reino Unido, conhecida como B.1.1.7. O estudo é feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pela Rede Corona-Ômica, uma sub-divisão da Rede Vírus, comitê criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações dedicado em reunir especialistas e centros de pesquisa em iniciativas de combate ao covid-19 e outras viroses emergentes.

As amostras foram coletadas entre 7 e 21 de janeiro em cidades dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Paraná, Sergipe e Mato Grosso. A pesquisa teve ainda a colaboração do laboratório Instituto Hermes Pardini e da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Foram sequenciados 25 genomas pertencentes à variante originária do Reino Unido, conhecida como linhagem B.1.1.7. O levantamento foi realizado a partir de amostras de um banco de dados compostos por 740 mil exames disponibilizados pelo Instituto Hermes Pardini. A variante inglesa foi identificada em dezembro do ano passado por autoridades sanitárias do Reino Unido e é considerada mais contagiosa do que a versão original do novo coronavírus. Entre as cidades em que ela foi detectada no estudo está Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense.

Em nota enviada ao SF Notícias, a Prefeitura de Campos informou que ainda não recebeu comunicado oficial da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sobre o estudo que aponta a circulação da variante inglesa no município, entretanto o subsecretário de Atenção Básica, Vigilância e Promoção da Saúde, que também é pesquisador, Charbell Kury, recebeu informações extraoficiais de que a variante poderia estar circulando no Estado do Rio de Janeiro e no interior.

Ainda de acordo com a nota, “a Subsecretaria iniciou uma força tarefa para que pudesse iniciar a vigilância genômica com objetivo de trazer a vigilância desta e outras variantes o mais rápido possível e mais amiúde para todos os casos de Covid-19 registrados na cidade”. Na última quinta-feira foi realizada uma reunião com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), através do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (NUPEM/UFRJ) de Macaé, para firmar uma parceria com protocolo de intenções para a vigilância genômica.

Ainda segundo a nota, “o município já vinha externando nas últimas reuniões do Gabinete de Crise Covid-19 a preocupação com as internações pós-carnaval, com situação de variantes e também de como o impacto da vacinação será diretamente proporcional ao impacto das variantes. Com isso, Campos, enquanto município da região, saiu na frente na vigilância das variantes porque se antecipou a qualquer anúncio oficial do Ministério da Saúde e também do estudo da Universidade Federal de Minas Gerais. “’Então o que precisamos saber nessa vigilância genômica é o quanto elas (variantes) estão aqui, a quantidade dessas variantes, se elas estão impactando em óbitos e qual o impacto das vacinas em relação a elas’, disse Charbell”, conclui a nota da prefeitura.

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