As modalidades mais curiosas das Olimpíadas

Entre as 46 modalidades olímpicas, algumas são absolutamente desconhecidas para os brasileiros

Os Jogos Olímpicos de Tóquio estão chegando e aumenta a expectativa de ver o Brasil ganhar medalhas em esportes como vôlei, futebol, judô e o inédito surfe. Mas entre as 46 modalidades olímpicas, algumas são absolutamente desconhecidas para os brasileiros. Já que não vamos ver a nossa bandeira hasteada no pódio, é possível ao menos se divertir com estes esportes curiosos.

Hóquei na Grama
Quando um brasileiro vê um gramado verdinho, logo pensa em futebol. Mas nem só de ludopédio vivem os céspedes mundo afora. O hóquei na grama é uma versão “de verão” do hóquei no gelo, esse mais familiar aos brasileiros, mas ainda assim não praticado por aqui. Basicamente, o objetivo é fazer mais gols que o adversário, movendo a bolinha com tacadas. O mais divertido de ver é o escanteio, onde todos os defensores ficam em cima da linha do gol e, quando a bola é tocada para trás, saem correndo para bloquear a tacada.

Badminton
Uma mistura de tênis e vôlei, é jogado em uma quadra, com rede alta, raquetes e uma peteca. O objetivo é colocar o objeto na quadra do adversário, ou fazê-lo jogar a peteca para fora ou na rede. Joga-se em duplas ou mano a mano. Para quem não está acostumado, a curiosidade é ver quanta força os jogadores aplicam nas raquetadas, e como ainda assim a peteca parece ir devagar.

Escalada
Nova modalidade da Olimpíada de Tóquio, veio na esteira dos esportes mais “descolados”, como surfe, skate e basquete 3×3. O objetivo é escalar uma parede íngreme (por vezes com inclinação maior que 90 graus) no menor tempo possível e sem cair. Da próxima vez que seu filho for àquela festinha no bufê infantil, deixe ele brincar na parede de escalada. Pode ser o início de uma carreira olímpica.

Softball
Primo distante do baseball, o softball segue o mesmo princípio: um time arremessa, o outro rebate para tentar correr as bases e chegar de volta ao início. Mas a bola é mais leve e o arremesso tem que ser feito “por baixo”, o que diminui a força e o efeito. Então é basicamente um jogo em que os atletas tentam botar força em algo feito para não ter força. Bom, seria pior se usassem a peteca do Badminton.

Ginástica no Trampolim
A ginástica em trampolim envolve uma série de movimentos realizados durante pulos nas populares “camas elásticas”. Sem dúvida envolve força, equilíbrio e coordenação, e o Brasil até participa de competições internacionais, mas é difícil não imaginar o monitor do bufê com suas roupas multicoloridas saltando junto a um grupo de crianças com música da Xuxa tocando ao fundo.

Luta livre e Luta Greco-Romana

Se você ligar a TV e vir dois homens musculosos de collant rolando pelo chão (ou duas mulheres igualmente musculosas, tanto faz), você provavelmente está assistindo a luta livre, ou luta greco-romana. São duas modalidades distintas, com regras específicas, mas basicamente tem o mesmo objetivo: subjugar seu adversário, forçando-o a determinados movimentos. Apesar da imensa presença brasileira em outras lutas como jiu-jitsu, judô e até mesmo em eventos de MMA, a participação nacional nessas lutas é baixíssima, mesmo sendo um dos esportes mais longevos das Olimpíadas.

Esportes mentais
Dizem que o cérebro também é um “músculo”, e precisa ser exercitado. Há pessoas que levam o fisiculturismo cerebral a sério: são os “atletas” das Olimpíadas de Esportes Mentais que, se não exigem muito de bíceps e tríceps, levam o córtex ao extremo.  Em Tóquio, porém, os esportes mentais não estarão presentes.

Sugestões para as próximas Olimpíadas
O Comitê Olímpico Internacional sempre inclui novas modalidades esportivas a cada edição dos Jogos. Na saga de buscar mais medalhas, talvez pudéssemos sugerir alguns esportes que nos favoreçam. O futsal é um que já deveria estar no programa. Outras sugestões, bem brasileiras, poderiam ser o biribol, a bocha, o frescobol e a peteca (a verdadeira), jogada em Minas, com as mãos, e não com raquetes.

 

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