Animal raro na região, ratão-do-banhado morre atropelado em São Francisco

Por ser raro na região, o mamífero foi levado para análise no Laboratório de Ciências Ambientais (LCA), que faz parte do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) da UENF

Um ratão-do-banhado (Myocastor coypus) morreu ao ser atropelado na noite desta quinta-feira (09), na Estrada da Boca da Areia, zona rural do município de São Francisco de Itabapoana, litoral Norte Fluminense. Por ser raro na região, o mamífero foi levado para análise no Laboratório de Ciências Ambientais (LCA), que faz parte do Centro de Biociências e Biotecnologia (CBB) da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), na cidade de Campos dos Goytacazes. “A Guarda Ambiental (GAM) foi acionada por moradores, a fim de verificar um animal atropelado no meio da pista. No local, os agentes não souberam identificar a espécie, que morreu logo depois da chegada da equipe, sabendo apenas tratar-se de um roedor semelhante a uma capivara. Posteriormente, descobrimos que era um ratão-do-banhado, mamífero incomum no município. Mantivemos contato com a Uenf, que se interessou em analisá-lo, e enviou um representante do LCA, Juan David Rojas Arias, que o levou para o laboratório da universidade”, explicou a secretária municipal de Meio Ambiente, Luciana Soffiati.

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O ratão-do-banhado geralmente é encontrado no Brasil de São Paulo ao Rio Grande do Sul, além de outros países da América do Sul: Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. O animal pode chegar a um metro de comprimento (contando com o rabo) e pesar até nove quilos. Nada bem e caminha devagar. Tem pelagem castanho-avermelhada, cauda longa e grossa, revestida por escamas e pelos ralos, vivendo em banhados, lagoas e rios. De hábitos noturnos, alimenta-se de capim, raízes e plantas aquáticas e herbáceas, tubérculos, folhas, grãos, carne e peixe.

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