Vídeo: recuperada da Covid-19, jovem conhece o filho 40 dias após o parto

Ana Karolyna chegou ao Hospital Plantadores de Cana com 29 semanas de gestação com sintomas de gripe. Ela precisou ir para a UTI e os médicos decidiram pela realização do parto cesariana. Após a cirurgia, o estado de saúde da jovem se agravou e ela precisou ser intubada

Um encontro emocionante. Somente quarenta dias após o parto, a jovem Ana Karolyna Nogueira, de 20 anos, moradora de São Francisco de Itabapoana, pôde conhecer o filho, na Unidade Neonatal do Hospital Plantadores de Cana (HPC), em Campos dos Goytacazes. Ana foi diagnosticada com Covid-19. Ela chegou ao HPC com 29 semanas de gestação no dia 11 de março com sintomas de gripe, manifestados quatro dias antes. De acordo com a equipe médica, já no dia seguinte o quadro de saúde agravou e ela precisou ser levada para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e, foi então que os médicos decidiram pela realização do parto cesariana. Após a cirurgia, o estado de saúde de Ana se agravou. Ela apresentou insuficiência respiratória e precisou ser intubada. A jovem foi acompanhada na UTI pelos médicos Hugo Francisco Valinho, Ednei Peixoto Rangel e Julliah Fernandes Pereira.

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“Deus usou as mãos dos médicos para me curar. Tenho certeza que Deus usou eles para cuidar de mim. Deus fez em mim um milagre”, disse Ana Karolyna afirmando que não espera a hora para segurar Miguel nos braços para se sentir mãe, já que o pequeno está sendo alimentado com leite materno através de uma sonda. Somente depois que o bebê ganhar peso, a mãe poderá segurá-lo no colo. A médica Julliah Fernandes Pereira estava de plantão no dia que a paciente, a quem se refere carinhosamente como “Carol”, foi internada e falou sobre como é gratificante vê-la curada. “Criei um laço de amizade com Carol. Para mim não existe fórmula melhor de cuidar. A gente cuidou de Carol como filha, como esposa, como mãe. Ela melhorou muito com nossos cuidados”, afirmou a médica plantonista.

O médico Hugo Francisco Valinho relembra que a paciente chegou grave. “Tivemos desfecho muito bom. A UTI é o local que tem mais recursos. É o setor que tira esses pacientes da gravidade. Ela é uma guerreira. A gente gosta de ver paciente graves voltando para casa”, disse. “A gente fica muito feliz de participar desse momento. Ela foi um dos casos mais graves que a gente teve. Pelo estado dela, a gente achou que ela não estaria mais viva, mas graças a Deus e aos esforços de toda a equipe isso não aconteceu”, completou o médico Ednei Peixoto Rangel. Já o pequeno Miguel, que nasceu com 1.245 kg, mas já está ganhando peso vai permanecer no Hospital até ganhar mais peso e poder ir para a casa.

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