Vídeo: Cabeça d’água aumenta volume da Cachoeira do Escorrega, em Santa Maria Madalena

Córrego do Leitão, onde está a Cachoeira do Escorrega, nasce no interior do Parque do Desengano. Recentemente a direção do Parque fez um alerta para o risco de cabeças d’água em cachoeiras dentro da unidade e em sua Zona de Amortecimento
Fotos: Reprodução

O fenômeno “cabeça d’água” foi novamente registrado na região neste fim de semana. Desta vez o aumento rápido e repentino do nível d’água ocorreu no córrego do Leitão, que forma a Cachoeira do Escorrega, no Parque Estadual do Desengano, em Santa Maria Madalena, na Serra do Rio. Consequentemente, houve aumento no volume de água na cachoeira. Um vídeo gravado no local no sábado (05/12) por Naby Mansur mostra a força da água. As imagens são impressionantes e chegam a assustar (veja abaixo). Outro vídeo, gravado pelo jovem Davi Lima, e compartilhado no canal do YouTube de Nestor Lopes, mostra o grande volume d’água no local conhecido como “caminhão velho”, próximo à entrada do Parque do Desengano, e mesmo curso d’água da cachoeira (parte final do vídeo abaixo).

continua após o vídeo

O fenômeno cabeça d’água ocorre devido às chuvas nas cabeceiras de rios/córregos ou em trechos mais altos de seu percurso. Durante o fenômeno é comum que pedaços de rochas e de árvores sejam arrastados rio abaixo. Na última terça-feira (01/12) o mesmo fenômeno foi registrado na região da Bela Joana, na zona rural de São Fidélis. Um vídeo gravado na região da pousada da localidade mostra a forte correnteza (reveja AQUI). Em ambos os registros, ninguém ficou ferido e não houve relatos de danos materiais.

Alerta do Parque Estadual do Desengano
No final de novembro, o Parque Estadual do Desengano fez um alerta para o risco de cabeças d’água em cachoeiras dentro do Parque, que abrange São Fidélis, Santa Maria Madalena e Campos dos Goytacazes. O período entre outubro e março é o de maior incidência de chuvas na região, podendo chover até 80% de toda a pluviosidade do ano. Desta forma, o risco de ocorrência do fenômeno é ainda maior. De acordo com o gestor do parque, Carlos Dário, o risco ocorre em todas as cachoeiras não somente do PED, mas de qualquer curso de água em área de grande declive. A orientação da equipe do PED é evitar o banho em rios e cachoeiras durante e após períodos de chuva, pois existe um grande risco de deslizamentos de terra, raios, quedas de árvores e em casos mais graves, o risco de ser arrastado pela enxurrada. Em caso de emergência a orientação é acionar a Defesa Civil (199); Corpo de Bombeiros (193) ou a equipe do Parque (22) 2561-3072.

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