Vídeo: Após 10 anos de brilhante trabalho, Lost, o cão herói do Corpo de Bombeiros, ganha aposentadoria

Lost já participou de diversas operações de resgate. Em 2018, por exemplo, ajudou no resgate de 16 pessoas. Ele também participou das buscas em Brumadinho

Um personagem marcante em grandes ações de resgate e salvamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) ganhou o merecido descanso após 10 anos de brilhante trabalho dentro e fora dos quartéis. O cão Lost, da raça Pastor-belga Malinois, de 11 anos, ajudou socorristas em ações como as desencadeadas no Morro da Babilônia e Muzema, no Rio de Janeiro; Piratininga, em Niterói; e Brumadinho, no Estado de Minas Gerais. Agora, chegou o momento de o animal curtir a aposentadoria.

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“A primeira operação que fiz com o Lost, em 2018, foi muito marcante para mim. Foi um morro que desabou em Piratininga, na Região Oceânica de Niterói, afetando cinco casas. O Lost respondeu muito rápido ao estímulo, ajudando o Corpo de Bombeiros a resgatar 16 vítimas deste desastre. Ele também esteve em Brumadinho, naquela operação de grande proporção em que os cães ficaram responsáveis por resgatar 90% das vítimas”, destacou o primeiro-tenente William José Pellerano.

Desde a semana passada, o herói de quatro patas dos Bombeiros encontra repouso ao lado da sua veterinária, a primeira-tenente do CBMERJ Fabiana Christina Guimarães Franco. “Eu conheci o Lost em 2018, e a nossa relação não começou tão bem. Mas eu decidi, diante daquele fato, que iria virar amiga dele. Ao longo do tempo, nossa relação foi se fortalecendo e virou um caso de amor na tragédia de Brumadinho. Quando ele estava prestes a se aposentar, surgiu a pergunta de quem iria ser o tutor do Lost, e eu, na mesma hora, me prontifiquei a adotá-lo. Mudei a minha vida e fui para uma casa maior para poder recebê-lo da melhor forma possível. Agora, começa um novo ciclo na vida dele e na minha também”, disse a veterinária.

O canil do CBMERJ está localizado no 2º Grupamento de Socorro Florestal e Meio Ambiente (GSFMA), no município de Magé, na Baixada Fluminense, desde 2016. Hoje, o local possui 17 cães, das raças Labrador, Pastor-belga Malinois e Bloodhound. Os cachorros começam a atuar, em média, a partir de um ano e meio e costumam se aposentar com oito anos. Segundo a corporação, três cachorros do canil possuem uma certificação internacional, a qual assegura que o animal está apto e capaz para trabalhar em qualquer local no país.

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