Thiago Silva quase teve carreira interrompida por doença antes de se tornar ídolo

Completando 37 anos em setembro, o zagueiro Thiago Silva segue jogando em alto nível pelo Chelsea, clube onde conquistou o título da última Liga dos Campeões

Imagem: Getty Images

Completando 37 anos em setembro, o zagueiro Thiago Silva segue jogando em alto nível pelo Chelsea, clube onde conquistou o título da última Liga dos Campeões, e agora busca disputar mais uma Copa do Mundo em 2022, quando o evento será disputado no Qatar.

Você conhece a trajetória desse zaugieraço da Amarelinha? Confira na sequência e fique bem informado sobre futebol e apostas em sites.

Cria de Xerém
Thiago Emiliano da Silva nasceu no Rio de Janeiro em 22 de setembro de 1984, e chegou nas categorias de base do Fluminense, em Xerém, aos 11 anos. No entanto, ele só estrearia pelo clube em 2006.

Antes, passou pelo Pedrabranca Futebol Clube, que na época se chamava RS Futebol Clube e onde fez sua estreia profissional, e pelo Juventude de Caxias, equipe pela qual se destacou no Campeonato Brasileiro de 2004.

As boas atuações chamaram a atenção do Porto, que o contratou por 2,5 milhões de euros em setembro de 2004. Sem espaço no time principal e tendo atuado apenas no Porto B, foi emprestado para o Dinamo Moscou.

Na Rússia também passou por dificuldades, tendo problemas de saúde como uma séria tuberculose que o deixou dois meses internado. Por conta do risco de contaminar outras pessoas, não podia receber visitas sequer da família, tendo ficado isolado em um país distante, sem falar o idioma local e enfrentando um inverno rigoroso.

“Eu fiquei muito tempo isolado, achei que não iria sair dali. Eu acordava seis, sete da manhã com duas ou três injeções, um monte de medicamentos. No almoço, um pouco mais. À tarde, novamente, e mais injeções e remédios na hora do jantar. Uma vez por semana, tinha uma limpeza do pulmão. Eles colocavam uma sonda pela boca, uma câmera através do nariz”, relatou o zagueiro em entrevista ao site da CBF.

Do Flu para o mundo
No começo de 2006, Thiago volta ao Fluminense, tendo feito uma excelente temporada de 2007 pela equipe, conquistando a Copa do Brasil. Com muita técnica, velocidade e ótimo jogo aéreo, o zagueiro impressionava pela presença também no ataque.

Em 2008, fez parte do time que foi vice-campeão da Libertadores, tendo perdido a decisão nos pênaltis para a LUD. Em dezembro, foi contratado pelo Milan.

Assim como no Fluminense, no Milan o zagueiro, agora vestindo a camisa 33, logo conquistou a torcida e adquiriu status de ídolo, passando a ser considerado um dos melhores zagueiros do mundo.

Enquanto atuava pelo Milan, foi convocado para as Olimpíadas de 2008 e para a Copa do Mundo de 2010. Foi campeão italiano na temporada 2010/11 e da Supercopa da Itália em 2011.

Paris e, agora, Londres
Em 13 de julho de 2012, Thiago Silva foi vendido junto com Zlatan Ibrahimovic para o Paris Saint-Germain. Em oito anos de clube, conquistou 25 títulos, mas não conseguiu o maior sonho da equipe, que era conquistar a Liga dos Campeões: em seu último jogo pelo PSG, o zagueiro perdeu a final da competição para o Bayern de Munique, em 2020.

Apenas na Ligue 1, o campeonato francês, foram sete conquistas consecutivas, entre 2012 e 2020. Ganhou ainda mais cinco Supercopas, seis Copas da Liga e cinco Copas da França.

Disputou 315 partidas pelo clube da capital francesa, sendo 309 como titular. Foram impressionantes 234 vitórias, 47 empates e apenas 34 derrotas no período. É o sexto atleta com mais partidas pelo time, onde marcou 17 gols.

No entanto, mesmo manifestando seu desejo de permanecer e encerrar a carreira em Paris, Thiago não teve seu contrato renovado após a Liga dos Campeões de 2020. A equipe considerava seu salário muito alto para a sua idade.

Mas o zagueiro mostrou que ainda tinha muita lenha para queimar após ser contratado pelo Chelsea, onde trocou a camisa 2 dos tempos de PSG pelo número 6. Assumiu a titularidade sem demora, desempenhando perfeitamente a posição central do 3-5-2 de Thomas Tuschel, e terminou sua primeira temporada com o título mais importante da Europa na conta.

Pela seleção, além da Copa de 2010, na qual foi reserva, Thiago disputou mais dois mundiais, em 2014, no Brasil, e em 2018, na Rússia, ambos como titular.

Apesar de ter ficado marcado pelo choro na disputa em pênaltis contra o Chile, em 2014, e depois ter “escapado” do 7 a 1 contra a Alemanha, partida na qual estava suspenso e foi substituído por Dante, o zagueiro teve uma trajetória em geral sólida pela seleção, conquistando a confiança dos técnicos Dunga, Mano Menezes e Tite.

Pela seleção, atuou num total de 98 partidas, tendo marcado 7 gols e dado 3 assistências no período. Foram 12 cartões amarelos e nenhum vermelho, número bastante baixo para um defensor.

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