São Fidélis recebe 200 doses de vacinas e muitos esperam pela 2ª dose da CoronaVac

O SF Notícias aguarda um posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde para saber como ficará a situação dos que aguardam a segunda dose

A Prefeitura de São Fidélis anunciou que o município recebeu hoje cerca de 200 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 130 doses de Oxford/AstraZeneca e apenas 70 de CoronaVac. Acontece que essas doses vieram já destinadas para um público. As da Oxford devem ser aplicadas como segunda dose para complementar o esquema vacinal, e as da CoronaVac, devem ser aplicadas como primeira dose em gestantes e puérperas com comorbidade. Nesta semana, após uma publicação da Anisa, foi suspensa a vacinação de gestantes com a vacina da Oxford.

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O que preocupa é que muitos fidelenses estão aguardando desde o início do mês pela aplicação da segunda dose da CoronaVac, e até o momento não há nenhuma informação de quando eles vão receber essa segunda dose. Nossa redação entrou em contato com a Secretaria de Estado de Saúde para saber o que será feito em relação a esses fidelenses que estão aguardando as vacinas, e aguarda um posicionamento do estado. Segundo apuração feita pelo SF Notícias, novas doses devem ser entregues neste sábado, mas ainda não há informações sobre quantas doses serão e nem de qual vacina.

O problema também afeta outros municípios do estado e do Brasil. Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) aponta que 1.142 municípios brasileiros informaram não ter recebido a segunda dose da vacina contra a Covid-19 para aplicação na população. Desse total, 1.112 prefeituras ficaram sem a segunda dose da CoronaVac e 90 sem a segunda dose da Oxford/AstraZeneca.

O que deixa a situação ainda mais preocupante é que o Instituto Butantan anunciou hoje que finalizou as entregas do primeiro contrato para fornecimento de vacinas contra o novo coronavírus ao Programa Nacional de Imunizações (PNI), totalizando 47,2 milhões de doses da vacina CoronaVac, elaborada em parceria com o laboratório chinês Sinovac, e que vai paralisar a produção até a chegada de um novo lote com 10 mil litros de insumo farmacêutico ativo (IFA), matéria-prima da vacina. O carregamento ainda não foi liberado pelo governo chinês para ser embarcado ao Brasil, e segundo o governador de São Paulo, João Doria, o atraso na liberação do envio do material a um “entrave diplomático” causado por declarações “desastrosas” de autoridades do governo brasileiro em relação à China e à própria vacina.

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