Programa Patrulha Maria da Penha deverá ser ampliado no Estado do Rio

Segundo o autor do projeto, objetivo é oferecer mais segurança para todas as mulheres do estado, principalmente durante o período de enfrentamento do coronavírus, em que vem sendo registrado crescimento nos casos de feminicídio

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou nesta terça-feira (16/03), em segunda discussão, o projeto de lei 3.494/21, de autoria do deputado Rosenverg Reis (MDB), que amplia o programa Patrulha Maria da Penha – Guardiões da Vida no Estado do Rio. A medida será encaminhada ao governador em exercício, Cláudio Castro, que terá até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la. O programa conta com 42 viaturas no Rio. Cada unidade operacional da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) tem uma equipe especializada e treinada para atuar no programa, mas o número ainda é pequeno, segundo o deputado Rosenverg Reis. “Queremos oferecer mais segurança para todas as mulheres de nosso Estado, principalmente durante esse período de enfrentamento do coronavírus. Entre março e abril de 2020, de acordo com o Fórum de Segurança Pública, 12 estados tiveram o crescimento nos casos de feminicídio em torno de 22,2%, o Rio foi um desses”, pontuou.

Casos de violência contra a mulher também têm crescido na região. Na segunda (15), a enfermeira Kíssila Goudard, de 32 anos, morreu após ser esfaqueada. Ela estava em um carro com o marido e saltou do veículo em movimento, na Avenida Nilo Peçanha, no Parque Santo Amaro, em Campos, para tentar se salvar, sendo socorrida em estado grave e encaminhada ao Hospital Ferreira Machado, onde não resistiu. Após o crime, o principal suspeito, o marido de Kíssila, fugiu, mas foi preso, reveja AQUI. De acordo com o texto do projeto de Lei, a ampliação deverá ser de acordo com o efetivo de cada batalhão, priorizando as áreas delimitadas no Dossiê Mulher do Instituto de Segurança Pública (ISP). A norma deverá ser regulamentada pelo Executivo.

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