quinta-feira , 22 outubro 2020

Primeiro bebê diagnosticado com Covid-19 em Itaperuna se recupera bem e deve receber alta em breve Ísis Vitória chegou a ficar entubada e foi diagnosticada com outras seis doenças, mas está se recuperando bem. "Estamos ansiosos com a alta dela, mas de tudo que nós ainda estamos passando, cremos que deserto é apenas lugar de passagem e não de estadia", disse a mãe da pequena guerreira

Ísis Vitória chegou a ficar entubada e foi diagnosticada com outras seis doenças, mas está se recuperando bem. "Estamos ansiosos com a alta dela, mas de tudo que nós ainda estamos passando, cremos que deserto é apenas lugar de passagem e não de estadia", disse a mãe da pequena guerreira

Fotos: Arquivo pessoal

No dia 24 de agosto nasceu no Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, a primeira bebê diagnosticada com o novo coronavírus no município. Filha da jornalista Bianca Marques, a pequena guerreira Ísis Vitória nasceu de 7 meses, durante a internação da mãe, que estava com Covid-19. Segundo Bianca, ainda não se sabe se ela contraiu o vírus ainda na placenta ou quando nasceu. “Ela é a primeira bebê a nascer com Covid em Itaperuna que acabou resultando em mais seis doenças graves (sepse, meningite, pneumonia, atelectasia, inflamação na glótica, anemia profunda, além da covid), ela está vencendo todas para honra e glória do Senhor. Nasceu de 7 meses, prematura, parto normal, com 43 centímetros e com 2.050 kg” – relata a mãe. A recém-nascida chegou a ficar três dias entubada logo após o parto. No momento ela está se recuperando bem. “Todos os exames estão bons. Está bem estável. Devem ter feito punção lombar na espinha dela ontem, para ver sobre meningite. As chances são muito maiores de não ter sequelas, porque a meningite dela foi provocada por conta da infecção e como a infecção acabou acredita-se que a inflamação das meninges também” – explica Bianca. (continua após a publicidade)

A pequena Ísis é um milagre para a família, já que Bianca não podia engravidar. “Não podia por causa das trompas obstruídas. Até cheguei a ir no Centro de Fertilidade em Campos pra iniciar um tratamento porque sempre foi meu sonho engravidar. Esse período está sendo muito difícil, minha gestação não foi fácil, tive descolamento da bolsa gestacional, muito sangramento, infecção no sangue, fiquei muito tempo internada, aí peguei coronavírus, internei de novo, e foi quando ela nasceu” – conta a jornalista. Apesar do período de atribulações, a mãe de primeira viagem manteve a fé. “O médico disse que está faltando pouco pra ela vir pra casa, eu estou naquela ansiedade, como não tive tempo de arrumar tudo na gestação, agora estamos correndo pra terminar o quartinho dela que está quase pronto. Está sendo um momento muito difícil e de aprendizado. Minha filha é muito forte vencendo tudo isso” – afirma. Bianca agradeceu a todos pela corrente de oração e também a toda equipe médica. “Tem gente orando por ela de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Niterói, até da África. As igrejas estão levantando clamor por ela. Quero agradecer também a toda equipe médica do Hospital São José do Avaí, o Dr. Wellington, a enfermeira Silvana, as técnicas que estão cuidando da Ísis com muito carinho e dedicação, e as técnicas de enfermagem Isabel e Cíntia, e a fisioterapeuta Vanessa Borges, que estiveram comigo o tempo todo na hora do parto, enquanto estive na ala da Covid no hospital. Estamos ansiosos com a alta dela, mas de tudo que nós ainda estamos passando, cremos que deserto é apenas lugar de passagem e não de estadia” – disse.

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