segunda-feira , 26 outubro 2020

Pouca estrutura em acessibilidade é problema para cadeirantes em São Fidélis

cadeirante
Fotos: Matheus Berriel.

Para muita gente, sair de casa para ir comprar um jornal, retirar dinheiro do banco, entre outras atividades do dia a dia, que parecem simples, se tornam difíceis. Os deficientes físicos, que não são poucos, encontram problemas de acessibilidade pelas ruas de várias cidades do Brasil. É assim também em São Fidélis, onde, infelizmente, é pequeno o número de rampas e de acessórios úteis para uso dos deficientes.

Luciano Bispo Dantas, ex-morador de Campinas, interior de São Paulo, chegou para morar na cidade em dezembro de 2014, e vem encontrando esse tipo de problema. Ele e sua esposa, Jocilene Dantas, são cadeirantes, e encontram dificuldade para se locomover em alguns pontos públicos fidelenses. O principal deles é a rodoviária, muito utilizada pelos dois para pegar ônibus. Apesar de ter duas rampas de acesso laterais, estas ficam um pouco distantes do ponto exato no qual os ônibus das empresas de viação usam para embarque e desembarque, gastando mais tempo na locomoção, o que pode ocasionar a perda da viagem. Isto é, quando não tem algum veículo de passeio parado de forma irregular na frente das rampas existentes.

correio 2Locais como Correios, Prefeitura Municipal, e alguns outros, contam apenas com degrau ou escadas para acesso ao interior dos prédios. Perto dos bancos, faltam vagas de estacionamento preferencial para deficientes. Segundo Luciano, numa vez que questionou sobre a vaga preferencial, recebeu a resposta de que esta existe para carros-fortes. Outro problema citado por ele está nas calçadas, algumas com mudança de relevo (buracos ou piso diferente), e várias com objetos de lojas ou obras, atrapalhando a passagem de cadeirantes que, como ele, se locomovem sozinhos. A maior parte das lojas do comércio também não contam com rampas na entrada.

Apesar dos pontos negativos, o cadeirante não vê a situação como descaso, mas como falta de reclamação e questionamento sobre o assunto. Ele acredita que, a medida que o deficiente assumir o papel de cidadão normal, como qualquer outro, e cobrar os seus direitos, os problemas podem ser resolvidos. Tanto podem, que já começaram a ser. Uma pastelaria, no Centro de São Fidélis, bastante frequentada por Luciano, adaptou uma rampa em sua porta principal, proporcionando livre acesso para ele e sua esposa, como para os demais clientes cadeirantes que ali já vão, ou poderão ir, sem a necessidade de estarem acompanhados.

Fotos: SF not[icias /Reprodução

 

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