quinta-feira , 29 outubro 2020

Por risco ao consumo humano, operação apreende 300 quilos de carnes e derivados irregulares Os produtos poderiam causar intoxicação alimentar tanto por agentes microbiológicos quanto por químicos, como aditivos, conservantes e a própria matéria-prima

Os produtos poderiam causar intoxicação alimentar tanto por agentes microbiológicos quanto por químicos, como aditivos, conservantes e a própria matéria-prima

Cerca de 300 quilos de carne e derivados foram apreendidos, pelo risco iminente ao consumo humano, durante a Operação Boi Garantido, realizada na manhã desta terça-feira (06/10) em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense. A operação é uma ação conjunta entre a Defesa Agropecuária, da Secretaria de Estado de Agricultura, a Vigilância Sanitária Municipal de Campos e a Polícia Militar. Fiscais visitaram três estabelecimentos na localidade de Morro do Coco, onde encontraram diversas irregularidades. Os produtos poderiam causar intoxicação alimentar tanto por agentes microbiológicos quanto por químicos, como aditivos, conservantes e a própria matéria-prima, sendo muitas vezes produzidos com material que deveria ser descartado. A operação tem como objetivo combater o comércio de carne clandestina na região. (continua após a publicidade)

Dentro dos açougues, mais irregularidades encontradas pelos técnicos da Defesa Agropecuária: processamento de carne seca clandestina, carne bovina e suína em avançado estado de deterioração, linguiça, queijos e banha suína de origem desconhecida. “Estas ações, que tiveram início hoje, são importantes para retirar do mercado produtos impróprios para o consumo. Tudo o que foi recolhido foi inutilizado e destinado ao aterro sanitário do município. Os fiscais orientam os consumidores que somente comprem carne, seus derivados e qualquer produto de origem animal com a identificação de registro no S.I.M, S.I.E., S.I.F. ou S.I.S.B.I.”, alertou o secretário de Estado de Agricultura, Marcelo Queiroz. (continua após a publicidade)

“A polícia militar também acompanhou as ações, para dar segurança aos fiscais e atuar contra a suspeita do comércio de gado roubado, crime já relatado na região e flagrado em outras operações”, explicou o superintendente da Defesa Agropecuária, Paulo Henrique de Moraes. Outra operação, a de fiscalização em barreiras agropecuárias vem acontecendo há pelo menos três meses em todo o Estado, inclusive nas divisas com o Espírito Santo, Minas Gerais e São Paulo.

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