PMs que agrediram caminhoneiro na RJ-158, em Itaocara, são indiciados pela Polícia Civil

Caminhoneiro foi agredido no começo do mês de julho. Os policiais foram indiciados pelos crimes de lesão corporal leve e violência arbitrária
Imagem: arquivo SF Notícias

Os dois policiais militares que foram flagrados agredindo um caminhoneiro no início de julho em Itaocara, no Noroeste Fluminense, foram indiciados pela Polícia Civil. Ao SF Notícias, o delegado titular da 135ª Delegacia Legal do município, Dr. Rodrigo Maia, contou que os dois PMs que estavam de folga e agrediram o caminhoneiro foram indiciados pelos crimes de lesão corporal leve e violência arbitrária. O delegado informou ainda que a Polícia Civil também pediu medidas cautelares diversas à prisão para que os policiais sejam proibidos de manter contato com a vítima, seus familiares e com uma testemunha específica. (continua após o vídeo)

Ainda de acordo com o delegado, o terceiro policial que aparece na imagem também teria cometido crimes. Ele estava de serviço e usava uma viatura do 36º BPM. Embora ele não tenha agredido o caminhoneiro, o mesmo não fez nada para impedir as agressões. O delegado disse também que, por se tratar de crime militar, o inquérito será remetido para a 6ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar para que possa apurar e responsabilizar o militar que não impediu as agressões. Em nota enviada ao SF Notícias, a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro informou que “os referidos policiais seguem afastados das ruas e trabalhando internamente no batalhão. Um procedimento apuratório interno foi instaurado para avaliar as circunstâncias do fato”. A nota diz ainda que “sobre a decisão de outras esferas, o setor correicional da Corporação aguarda comunicação formal para tomada das providências cabíveis”. (continua após o vídeo)

Relembre
Na semana em que tudo aconteceu, o caminhoneiro conversou com o SF Notícias. Ele contou que tudo começou após ele ter desviado de um remendo (buraco mal tapado) na rodovia. Ele disse que ao passar pelo trecho ruim, para desviar das irregularidades no asfalto, seguiu pelo meio da rodovia e com a seta ligada para identificar, voltando para sua faixa ao acabar os buracos. Ainda de acordo com o caminhoneiro, não havia nenhum veículo atrás ou na frente da carreta. “Eles vieram lá de trás cambiando e parearam ao lado da carreta”, disse. O caminhoneiro contou ainda que em um determinado momento, o veículo em que os PMs estavam passou a carreta e ficou dando freadas na frente do caminhão. A vítima disse que em outro momento, um dos policiais ainda efetuou um disparo de arma de fogo para o alto. Logo mais na frente, conta a vítima, eles atravessaram o carro no meio da rodovia e desceram armados do veículo. Com medo, o caminhoneiro disse que jogou a carreta no mato e conseguiu desviar, mas foi novamente ultrapassado pelo veículo. Ele só decidiu parar a carreta ao avistar uma viatura do 36º BPM, mas ao ser aproximar dela, viu os dois policiais conversando com o que estava na viatura. O caminhoneiro contou ainda que assim que parou, foi puxado para fora do caminhão e começou a ser agredido. Ele disse também que levou uma coronhada na cabeça ao tentar recuperar o celular que um PM ameaçou destruir com um tiro, achando que a vítima havia filmado a ação.

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