segunda-feira , 26 outubro 2020
Em entrevista ao SF Notícias, o pároco falou sobre os desafios, conquistas e avaliou o trabalho realizado desde sua posse

Padre Wallace Azevedo completa um ano à frente da Igreja Matriz de São Fidélis

Fotos: SF Notícias/ Pascom

Um ano se passou desde que o Padre Wallace Azevedo se tornou o pároco da Paróquia de São Fidélis de Sigmaringa, a Igreja Matriz. Ele assumiu o cargo ocupado pelo padre Luiz Carlos Reis de Amorim, que ficou à frente da paróquia e do Colégio durante 25 anos.

Em entrevista ao SF Notícias, o Padre Wallace falou sobre os desafios, conquistas e avaliou o trabalho realizado desde sua posse em 2016. “Foi um ano de desafios, de conhecimento, de saber quem é quem, na verdade quando eu cheguei aqui eu falava para a comunidade ‘eu quero ser surpreendido por vocês’ e graças a Deus a comunidade foi me acolhendo, eu fui acolhendo a comunidade”  – disse.

Após esse conhecimento, eles foram criando um projeto de vida pastoral na Igreja, colocando algumas novidades. “Vimemos um amadurecimento pastoral, colocando um trabalho novo na nossa liturgia, nas nossas missas. As pessoas vão abrindo mais o coração, porque o novo, ele é desafiador, as pessoas se perguntam se vai dar certo, alguns são resistentes, isso é muito natural, e eu digo para mim mesmo que só o tempo é capaz para dar as respostas e graças a Deus depois desse tempo nós temos uma resposta positiva”  – o padre afirmou ainda que tudo foi feito “respeitando o trabalho do padre Luiz”.

Encenação da Paixão de Cristo durante a Semana Santa

Ele relembrou o que havia afirmado na primeira entrevista, sobre o desejo da paróquia viver uma experiência com Cristo. “Um ponto muito forte na nossa comunidade foi a Semana Santa, colocamos como tema “Nos passos de Jesus”. Aquilo que havia falado, eu lembrei muito na Semana Santa, a gente via as pessoas vivendo uma experiência de Cristo. Agora, a experiência maior que estou fazendo acontecer e desejo que ela continue é formar essas pessoas a conhecer Jesus Cristo, eu quero que elas conheçam, porque quando você conhece você ama. Hoje a gente vê as pessoas com uma fé muito rasa e precisamos fortalecer a fé das pessoas. Quantas pessoas dizem que são católicas, mas não vêm à igreja? Quantos dizem ser católicos, mas só vem à igreja na Festa de São Fidélis? Eu quero fazer um povo que seja firme nesse amor, nesse conhecimento, de ver o rosto de Jesus na comunidade, na igreja e nos seus corações” – explicou.

Arraiá da Unidade

Já sobre as melhorias que desejava para a paróquia, o padre ressaltou que só é possível através do planejamento. “A gente foi criando um trabalho pastoral e um dos pontos finais foi no feriado de 15 de novembro que eu reuni por volta de 150 agentes pastorais para fazer um retiro falando de uma proposta para 2018, tudo feito com muito planejamento. Eu falo muitas vezes, quem sabe eu estou plantando aquilo que eu não vou colher, mas não é preciso eu colher, é preciso eu plantar”.

Manter as 22 capelas vivas, porque muitas são distantes, também foi fruto do planejamento. A união da comunidade também foi destaca pelo pároco, pois segundo ele “a igreja só vai ser firme se ela for unida”.

Nos eventos realizados ao longo deste ano, o padre destacou a festa de São Fidélis, com a mudança do local da tradicional barraca e o “Arraiá da Unidade”, que também foi uma grande festa promovida pela paróquia, que uniu todas as capelas. “Eu percebi que temos uma comunidade que abraça, vim de uma cidade (Campos) que era muito difícil para as coisas acontecerem e aqui não, a gente propõe e as pessoas abraçam, estão próximas”.

Sobre a igreja de saída, que segundo o padre vai ao encontro das pessoas para resgatá-las para que elas possam voltar a caminhar com a igreja, foi realizada durante a festa da Penha, que aconteceu apenas três dias dentro da igreja e também na Festa de São Vicente. “Uma das festas que me deixou muito emocionado foi a festa de São Vicente, nós fizemos uma procissão, que contava-se que há muito tempo ela não entrava dentro do bairro, nós fizemos. Como tinha gente, as pessoas choravam vendo a procissão” – relatou.

Procissão no bairro São Vicente

O padre também falou sobre algumas modificações feitas no Colégio, como a informatização, construção de salas, criação de um novo auditório e de uma capela. “Não quero que o Colégio seja conhecido como um colégio católico, quero que ele seja vivido como colégio católico. Para 2018 estraremos trazendo algumas situações firmes da religião, respeitando aqueles que não são católicos, mas também não posso anular a questão da igreja”.

Para finalizar, o padre agradeceu o acolhimento da comunidade. “A mudança nos faz acertar, mas também nos faz errar. Eu posso ter a certeza de que nem tudo que fiz foi certo e por não ser perfeito, como nós não somos, erramos também, mas o que falo sempre é que não tenho medo de errar, porque se eu errar, eu sei pedir desculpa, sei me arrepender, eu tenho medo é de desistir. Agradeço a comunidade pelo carinho, pelo amor, pelo respeito, pela obediência que tem a mim. Sempre terão as diferenças, mas nosso desejo é único, chegar em Jesus Cristo e isso é minha meta”.

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