Natureza em festa: Com bolo virtual, Parque Estadual do Desengano completa 51 anos

Desengano é a mais antiga Unidade de Conservação estadual e abrange os municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes. Nesta semana o Parque ganhou um presente. Duas placas foram instaladas na BR-101, dando visibilidade a unidade
Parque faz 51 anos

Sim, embora haja muitos que a destroem, a natureza ainda RESPIRA e segue dando abrigo a vidas de diversas espécies. Assim é o Parque Estadual do Desengano (PED), a mais antiga Unidade de Conservação estadual, e que fica aqui na nossa região, no ‘quintal de nossa casa’. Um lugar de beleza ímpar, encantador, com várias trilhas, cachoeiras, quedas d’água, nascentes de importantes rios da região e uma imensa variedade de plantas e animais nativos da Mata Atlântica, muitos deles raros e ameaçados, como o muriqui, maior primata das Américas. Toda essa beleza está celebrando mais um ano de vida nesta terça-feira (13/04). São 51 anos de preservação e de avanços em ações pelo meio ambiente.

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O Parque Estadual do Desengano foi criado através de um Decreto-lei Estadual publicado em 13 de abril de 1970, para preservar sua notável expressão orográfica que o destaca no cenário regional como acidente de grande beleza cênica, com inúmeros picos rochosos e cobertura florística bastante representativa do bioma primitivo Mata Atlântica (ainda de forma contínua e com algumas das tipologias mais significativas de nossa flora) e um considerável número de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção; para preservar o grande número de representantes de nossa fauna, também com espécies endêmicas e ameaçadas; o esplêndido e estratégico manancial de água alternativo para as regiões vizinhas do Norte e Noroeste Fluminense; além de propiciar a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação – que poderá acarretar um notável desenvolvimento regional, com fácil acesso rodoviário, possibilitando a utilização do Parque e seu entorno pelas diversas faixas econômicas da população.

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A unidade tem 22.400 hectares de extensão e outros 22.400 de Zona de Amortecimento ao seu redor, área que ajuda a proteger o PED. O Parque abrange os municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes. O Parque possui 23 trilhas, todas marcadas e sinalizadas, que estão em um guia de trilhas (bilíngue) que pode ser baixado pela internet e apresenta as melhores rotas para o turismo ecológico no Parque Estadual do Desengano, reunindo informações sobre a fauna, flora, clima e geografia de um dos principais patrimônios naturais do Brasil, composto por rios, cachoeiras e trilhas em uma área intocada de Mata Atlântica.

A origem do nome se deu devido a uma lenda sobre um contrabandista e salteador que operava nestas paragens, conhecido como Mão de Luva, que fugindo de intensa perseguição policial, embrenhou-se nos sertões da Serra do Imbé, seguindo depois em direção forquilha. Segundo a lenda, ele deixou grande tesouro enterrado junto a uma tradicional figueira que tomou seu nome. Sugere-se também que o fato de nunca haver sido encontrado tão fabuloso tesouro seja o motivo do nome Desengano. O Parque Estadual do Desengano é reconhecido internacionalmente como uma IBA (Important Bird and Biodiversity Area), ou seja, uma área prioritária para conservação da biodiversidade de aves, pela BirdLife International.

Uma live iria ser feita para comemorar o aniversário do parque, mas com a mudança do tempo na região e a chuva que cai no parque, ela foi cancelada. De acordo com o gestor do Parque do Desengano, Carlos Dário, haverá uma celebração com um bolo virtual. São Fidélis vai ganhar um núcleo de apoio ao Parque e, para celebrar o aniversário, a equipe do núcleo fez uma confraternização simbólica com um café da manhã e direito a parabéns. O núcleo vai estar funcionando a partir da próxima segunda-feira (19). A comemoração está sendo em dose dupla. Além de celebrar o aniversário, o parque ganhou mais visibilidade. Duas placas informando sobre o mesmo foram instaladas na BR-101 na região de Conceição de Macabu e Carapebus. “Parece pouco, mas dá uma enorme visibilidade pra gente”, disse o gestor Carlos Dário.

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