Músico é agredido por 7 homens e denuncia homofobia, em São Fidélis "Guilherme fará 32 anos. E ganhou de presente ombro quebrado, cotovelo quebrado, dedo quebrado, várias escoriações, 6 pontos na cabeça e marcas psicológicas que jamais serão esquecidas pelo ataque homofóbico que sofreu desses 7 covardes" - publicou o irmão do músico, o jornalista André Azevedo

"Guilherme fará 32 anos. E ganhou de presente ombro quebrado, cotovelo quebrado, dedo quebrado, várias escoriações, 6 pontos na cabeça e marcas psicológicas que jamais serão esquecidas pelo ataque homofóbico que sofreu desses 7 covardes" - publicou o irmão do músico, o jornalista André Azevedo

Fotos: Reprodução/ Redes sociais

Um caso de agressão a um músico, ocorrido em São Fidélis, no Norte Fluminense, gerou revolta entre moradores. Em suas redes sociais, Guilherme Azevedo, de 31 anos, relatou ter sido agredido por sete pessoas. Segundo ele, as agressões ocorreram por ele ser homossexual. O jovem, que mora na Vila dos Coroados, relatou ainda ter sido agredido com pauladas e pedradas. “Dia 21, segunda-feira, Guilherme fará 32 anos. E ganhou de presente ombro quebrado, cotovelo quebrado, dedo quebrado, várias escoriações, 6 pontos na cabeça e marcas psicológicas que jamais serão esquecidas pelo ataque homofóbico que sofreu desses 7 covardes” – publicou o irmão do músico, o jornalista André Azevedo (Veja AQUI). (continua após a publicidade)

Nas imagens publicadas em seu perfil, Guilherme aparece ensanguentado, com cortes nos lábios, pescoço, mãos e costas. “O Guilherme é um cara que vive sorrindo e de alto astral. Tá sempre disposto a ajudar quem o cerca. Ele foi espancado ontem por 7 indivíduos. O Guilherme é um artista. Músico desde sempre, canta, toca e compõe como poucos que já vi. Ele foi espancado por 7 criminosos na rua de casa, em São Fidélis. O Guilherme é gay. Sempre foi e nunca escondeu. E sempre sofreu, desde criança. Na escola, no prédio, na rua. E 7 criminosos atentaram contra a vida dele portando paus, pedras e muita violência. Por nada, por nenhum motivo. Somente pelo fato do Guilherme ser quem ele é” – relatou o irmão da vítima. A 141ª Delegacia Legal de São Fidélis informou que até o momento o caso ainda não foi registrado. Em um vídeo publicado na noite desta sexta (18) Guilherme falou sobre o ocorrido. “Estou com o dedo quebrado, ombro quebrado, cotovelo machucado. Boca torta, inchada e cortada, e seis pontos na cabeça. Fui agredido por sete pessoas na beira do rio, na rua da minha casa” – disse. Ao SF Notícias ele contou que foi agredido com pedras e paus, e que no hospital a médica também encontrou pedaços de vidro em sua cabeça. Ele disse ainda que irá até a delegacia nesta sexta. (continua após a imagem)

O caso também foi compartilhado nas redes sociais pela fidelense Júlia Blood, amiga de Guilherme. Ao SF Notícias ela relatou que ele não morava na cidade e se mudou recentemente. “É um cara esforçado, do bem. É o tipo de pessoa que trabalha e vai pra casa, de casa pro trabalho. Ele foi atingido pelas costas e assim começaram as agressões. O Guilherme se encontra mal psicologicamente, mentalmente e fisiologicamente” – conta. A cantora fidelense disse ainda que devido à divulgação que fez sobre o caso, muitas pessoas enviaram mensagens de apoio e oferecendo ajuda. “Está na hora do basta. As pessoas em São Fidélis pouco têm conhecimento sobre os ataques que a gente, LGBT, sofre. São inúmeros assédios, inúmeras ameaças. É insuportável viver numa sociedade assim” – ressaltou.

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