quinta-feira , 22 outubro 2020

Mapa de Risco da Covid-19: Norte Fluminense registra queda no número de óbitos e passa para bandeira amarela Por outro lado, a região, que concentra 5,5% da população fluminense, teve aumento de 10,94% no número de casos

Por outro lado, a região, que concentra 5,5% da população fluminense, teve aumento de 10,94% no número de casos

Foto: Reprodução

A Secretaria de Estado de Saúde divulgou na noite desta sexta-feira (02/10) a 7ª edição da nota técnica e do painel de indicadores sobre a pandemia de coronavírus no Estado do Rio de Janeiro. No momento, somente a Região Centro-Sul, cuja população corresponde a menos de 2% da total do estado, encontra-se em bandeira laranja, que indica risco moderado de contrair a doença. Com baixo risco da doença, classificadas com bandeira amarela, estão as regiões que concentram mais de 98% da população fluminense: Norte, Noroeste, Serrana, Metropolitanas I e II, Baía da Ilha Grande, Médio-Paraíba e Baixada Litorânea. O estado teve, como um todo, diminuição de 18% no número de óbitos e queda de 15% no número de casos, indicadores que, associados à taxa de ocupação dos leitos, mantém a classificação do estado na bandeira amarela, de risco baixo. Apesar do aumento de 10,94% no número de casos, o Norte Fluminense – que estava em bandeira laranja – teve queda de 5,56% no número de óbitos, e passou para a bandeira amarela. (continua após a publicidade)

Na Região Centro-Sul, embora tenha havido a queda de 16,22% no número de casos, houve aumento de 12,5% no total de óbitos, o que levou à mudança de bandeira. Divulgada em 17 de setembro, a atualização anterior do Mapa de Risco apontava que 94% da população estava em áreas de baixo risco, e só a Região Norte, que concentra 5,5% da população fluminense, com risco moderado, em bandeira laranja. A sétima versão do Painel apresenta a análise comparativa entre as Semanas Epidemiológicas 38 (13 a 19 de setembro) e 36 (de 30 de agosto a 05 de setembro). Para a classificação são considerados os seguintes indicadores: taxa de positividade de pacientes testados para coronavírus; variação de casos e óbitos por SRAG; taxa de ocupação de leitos destinados a SRAG; e previsão de esgotamento de leitos de UTI para SRAG. (continua após a publicidade)

Segundo a subsecretária extraordinária de Covid, Flávia Barbosa, considerando a heterogeneidade da curva epidêmica em todo o estado, é necessária uma análise regional para a tomada de decisão sobre medidas de prevenção. “A Região Metropolitana I se mantém em risco baixo para Covid-19, com uma variação negativa de óbitos e internações, quando comparada a Semana Epidemiológica 38 com a 36. Cabe ressaltar que o agravamento da pandemia na Região Metropolitana I, apontado na publicação do Boletim 04, não se manteve na avaliação mais recente. Uma ação importante nessa região foi a ampliação de mais de 40 leitos, o que permitiu que a região permanecesse em um nível de risco baixo para taxa de ocupação” – esclarece. Ela ressalta, ainda, que a Covid-19 continua sendo um problema de saúde pública, principalmente pela possibilidade de ocorrerem casos graves em população de maior risco.

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