Mãe homenageia filho, vítima da Covid, com projeto que visa transformar vidas através da literatura, em S.Fidélis

Paulo Fernando Abreu era Jornalista e trabalhava em São Paulo. Amante da literatura, da música, da arte em geral, o fidelense tinha planos de levar a cultura para crianças carentes e em uma rede social criou a Bibliotecagram, na qual publicava resenhas de livros; confira a entrevista em vídeo

Nesta terça-feira (05/07) completa-se um ano da morte de Paulo Fernando Abreu. Jornalista e pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Marketing, natural de São Fidélis, ele foi uma das vítimas da Covid-19. Orgulho para a família, o jovem logo que se formou já iniciou a carreira em uma empresa de economia e logo depois foi convidado por outra empresa do ramo para trabalhar em São Paulo, onde residia. Hoje, Paulo Fernando está revivendo através de um projeto idealizado por sua mãe, Glória Abreu, mais conhecida como Glorinha Abreu.

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Amante da literatura, da música, da arte em geral, o fidelense tinha planos de levar a cultura para crianças carentes e através de uma rede social, dava os primeiros passos. Na conta do Instagram @bibliotecagram, publicava resenhas de livros e vídeos sobre relevantes temas relacionados à cultura. Helma Lúcia conversou com a mãe de Paulo, que está buscando tornar o sonho do filho uma realidade. “Ele tinha muita sede de trabalhar, de fazer, ele era extremamente criativo. E amava a leitura, amava música, arte. Por isso, na morte dele, que foi muito dolorosa para todos nós, é muito difícil viver sem ele, mas eu quis trazê-lo presente no dia-a-dia. Então a gente pensou em criar um projeto. Ele já tinha um canal no YouTube, onde ele lia os livros e debatia, e o Instagram” – conta.

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O amor pela literatura, relata Glorinha, Paulo adquiriu com a tia, Rita Maia, que já atuou inclusive como secretária de Cultura em São Fidélis. “Ele sempre teve um sonho, que quando ele tivesse condições financeiras, faria um trabalho com crianças menos favorecidas, onde ele levaria leitura, porque ele sempre achou que a leitura transforma, que a educação transforma” – ressalta Glorinha.

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O projeto foi iniciado pelo CPUC, onde Paulo estudou (no antigo Ipeu). A apresentação da logomarca acontecerá no Anfiteatro da Biblioteca Municipal de São Fidélis em agosto. Gabriela Duarte e Ronaldo Barcelos atuam com oficinas de leitura e teatro. Mas, a ideia é de que o projeto chegue a outras escolas. “Depois que esse projeto se tornar uma associação, Associação Cultural Paulo Fernando de Abreu Valente, a gente quer montar oficinas, de dança, de leitura, de música. Todo um trabalho gratuito para a comunidade carente” – reforça Glorinha. Há ainda uma preocupação de que as crianças conheçam a história da cidade, através de suas lendas e eventos que abrilhantaram a Cidade Poema no passado. Confira a entrevista:

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