terça-feira , 20 outubro 2020

Macacos não transmitem febre amarela para humanos Morte do primata é um alerta que indica a circulação do vírus pelo local e ajuda na elaboração de ações de prevenção

Morte do primata é um alerta que indica a circulação do vírus pelo local e ajuda na elaboração de ações de prevenção

Macacos encontrados mortos são alerta de que o vírus está circulando no local.                                                    Fotos: SF Notícias

Com as mortes de macacos registradas na região, surge a preocupação e o questionamento se o primata pode transmitir a febre amarela. Essa desconfiança pode apoiar atos de crueldade aos animais que podem até ser mortos por medo de que eles propaguem a doença.

Órgãos protetores dos animais como o IBAMA e o Ministério do Meio Ambiente, por exemplo, estão se unido para esclarecer à população que o macaco não é transmissor do vírus e que como os humanos, são vítimas da doença. A morte do primata é na verdade um alerta, que indica a circulação do mosquito infectado pela região e ajuda na elaboração de ações de prevenção da doença em humanos.

A febre amarela silvestre (FAS), que está circulando pelo país e causando muitas mortes, só pode ser transmitida pelo mosquito infectado. Na mata, a doença é transmitida pelos mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes e na cidade pelo Aedes aegypti, mas casos de febre amarela urbana não são registrados no Brasil desde 1942.

Sintomas    

A FAS é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um arbovírus que pode levar à morte em cerca de uma semana, se não for tratada rapidamente. Os sintomas iniciais incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza.

A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um período sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença, em que a pessoa pode desenvolver febre alta, pele e olhos amarelados e até hemorragia. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.

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