Liberdade: Pássaros são devolvidos à natureza no Parque do Desengano

Parque abrange os municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes; veja o vídeo da soltura dos pássaros

Mais 15 pássaros da fauna silvestre foram libertados e devolvidos ao lugar de onde jamais deveriam ter sido retirados, à natureza. Lugar de passarinho é na natureza! A soltura aconteceu na manhã desta terça-feira (11/05) na sede do Parque Estadual do Desengano, no município de Santa Maria Madalena (veja o vídeo no final).

Quando são apreendidos em operações da Polícia Ambiental aqui em nossa região, os pássaros são levados ao Parque do Desengano, onde, segundo o gestor Carlos Dário, passam por uma avaliação antes de serem soltos. Muitos deles chegam ao parque já se debatendo ou se machucando nas gaiolas, e precisam ser soltos imediatamente. Outros precisam passar por uma espécie de quarentena e, assim que forem reagindo e se recuperando, são soltos.

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Conhecendo o Desengano
No último dia 13 o Parque Estadual do Desengano, a mais antiga Unidade de Conservação estadual completou 51 anos. Um lugar de beleza ímpar, encantador, com várias trilhas, cachoeiras, quedas d’água, nascentes de importantes rios da região e uma imensa variedade de plantas e animais nativos da Mata Atlântica, muitos deles raros e ameaçados, como o muriqui, maior primata das Américas. A unidade tem 22.400 hectares de extensão e outros 22.400 de Zona de Amortecimento ao seu redor, área que ajuda a proteger o PED. O Parque abrange os municípios de Santa Maria Madalena, São Fidélis e Campos dos Goytacazes. O Parque possui 23 trilhas, todas marcadas e sinalizadas, que estão em um guia de trilhas (bilíngue) que pode ser baixado pela internet e apresenta as melhores rotas para o turismo ecológico.

O Parque Estadual do Desengano foi criado através de um Decreto-lei Estadual publicado em 13 de abril de 1970, para preservar sua notável expressão orográfica que o destaca no cenário regional como acidente de grande beleza cênica, com inúmeros picos rochosos e cobertura florística bastante representativa do bioma primitivo Mata Atlântica (ainda de forma contínua e com algumas das tipologias mais significativas de nossa flora) e um considerável número de espécies endêmicas e ameaçadas de extinção; para preservar o grande número de representantes de nossa fauna, também com espécies endêmicas e ameaçadas; o esplêndido e estratégico manancial de água alternativo para as regiões vizinhas do Norte e Noroeste Fluminense; além de propiciar a pesquisa científica, a educação ambiental e a visitação – que poderá acarretar um notável desenvolvimento regional, com fácil acesso rodoviário, possibilitando a utilização do Parque e seu entorno pelas diversas faixas econômicas da população.

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