Isolamento social: psicóloga alerta para impacto na saúde mental e dá dicas para manter o equilíbrio

Diante da incerteza sobre quanto tempo esta situação vai durar, impactos psicológicos negativos podem começar a surgir com mais intensidade principalmente entre crianças e idosos
Foto: Arquivo pessoal

O isolamento social provocou grandes mudanças na vida da população brasileira. Enquanto por um lado esta é considerada a principal medida para diminuir a disseminação do novo coronavírus, por outro, a privação do convívio em sociedade, e a incerteza e temor quanto ao futuro podem afetar a saúde mental, como explica a psicóloga Erlane Ventura. “No atual momento, as pessoas estão assustadas e apreensivas com a pandemia. Esse nível de estresse e medo é ruim para a saúde mental da população, que pode apresentar diversos problemas em relação a questão psíquica ou, até mesmo, agravar quadros já existentes” – afirma. A profissional lembra que, antes mesmo do vírus desembarcar no país, a Organização Mundial da Saúde já apontava o Brasil como o país mais ansioso do mundo. Durante esse período, muitas pessoas podem estar sentindo uma ansiedade exacerbada, e acabam gastando muita energia com nervosismo, falta de paciência e medo, resultando na não disponibilidade emocional para lidar com sua rotina e compromissos. (continua após a publicidade)

De acordo com a psicóloga, diante da incerteza sobre quanto tempo essa situação vai durar, alguns impactos psicológicos negativos podem começar a surgir com mais intensidade principalmente entre crianças e idosos, como ansiedade, estresse, transtorno do pânico, depressão, confusão e raiva. “Estamos diante de um enorme desafio que é o confinamento em casa. E o pior: tudo aconteceu de forma muito repentina. Dessa forma, nos deparamos, de repente, com muito tempo livre e maior convivência familiar. Além disso, o espaço físico restrito acaba dificultando a assimilação e enfrentamento da quarentena. É preciso selecionar as atividades de forma personalizada para se aproximar daquilo que você gosta” – ressalta. Entre as dicas para atravessar esse período delicado, a especialista destaca reunir a família para jogos lúdicos, ótimo para trabalhar com crianças e idosos; assistir filmes, preferencialmente os que despertem emoções positivas; escutar músicas, cantar e dançar, um excelente recurso restaurador de emoções; preparar a receita que ama; além de aproveitar as mídias sociais ou o telefone para ficar mais próximo de pessoas queridas. (continua após a publicidade)

Outra dica é organizar o ambiente, como guarda-roupa, armários, entre outros. “Por último e não menos importante, caso não esteja conseguindo lidar com todas essas emoções, procure ajuda de um psicólogo. O psicólogo é a figura principal para tratar desses problemas de saúde mental. Esse profissional está tecnicamente preparado para lidar com as adversidades da vida, além de cuidar do lado emocional das pessoas” – frisou Erlane. Ela orienta ainda para que o bombardeio de informações – um dos principais fatores da ansiedade é o excesso de informações – seja evitado. “Escolha um horário do dia para se informar, não fique o dia todo. Não fique na cama trabalhando de pijama, procure vestir roupas confortáveis. Só há um caminho para superarmos tudo isso: lutando juntos e pensando nos outros, além de nós. É hora de desenvolvermos a empatia e a consciência coletiva” – enfatizou. Semanalmente a psicóloga está realizando lives (transmissões ao vivo) sobre temas como ansiedade em suas redes sociais, e atendimento online. Facebook: psicologaerlaneventura/ Instagram: @psicologaerlaneventura /Atendimento (22)-99201-4891.

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