Idosa completa 100 anos e se emociona ao ganhar alvorada em Santa Maria Madalena Apesar da idade, ela se mantém uma mulher forte e com uma memória incrível, segundo relato de um de seus 51 netos. Ao todo, são 17 filhos, 51 netos, 38 bisnetos e três tataranetos

Apesar da idade, ela se mantém uma mulher forte e com uma memória incrível, segundo relato de um de seus 51 netos. Ao todo, são 17 filhos, 51 netos, 38 bisnetos e três tataranetos

Fotos: Arquivo pessoal

O último sábado (20/06) foi um dia especial para a senhora Almerinda Souza Teixeira, moradora de Santa Maria Madalena, na Região Serrana do Rio. Na data ela completou 100 anos de idade e ganhou uma surpresa organizada por seus filhos, netos e bisnetos: um café da manhã e uma alvorada com a Sociedade Musical Euterpe Madalenense. Segundo Willian Reigoto Teixeira, neto de Dona Almerinda, tudo foi organizado, de forma a evitar aglomerações, e ocorreu de forma breve, respeitando o distanciamento social. Ao ouvir o tradicional “parabéns para você” tocado pela banda, a idosa que teve 17 filhos, que geraram 51 netos, 38 bisnetos e três tataranetos, não conteve a emoção. “Ela ficou muito emocionada! Agradeceu muito” – conta Willian. E os presentes não pararam por aí. Um dos netos da idosa, que vive na Alemanha escreveu um texto celebrando o centenário da matriarca. “Tatara-bisa-vó-mãe Almerinda, somos os seus frutos e estamos espalhados pelo mundo. Somos sangue do seu sangue, somos o milagre da sua vida e daremos sempre a continuidade nesse sentimento de garra e perseverança que da senhora herdamos” – diz um trecho do texto, que foi lido pela filha de Willian. (continua após a o vídeo)

Apesar da idade, Dona Almerinda se mantém uma mulher forte. Era dona de casa e trabalhou muitos anos como lavadeira, lavando roupas para fora para criar seus filhos juntamente com o marido, já falecido, Constantino Antônio Teixeira, que era lavrador, diarista e vendedor. Dos 17 filhos, cinco faleceram no parto e dois faleceram quando a mãe já tinha uma idade avançada. No ano passado, aos 99 anos, a idosa se acidentou e quebrou o fêmur. Precisou passar por cirurgia para correção do osso e logo após foi diagnosticada com pneumonia, mas também venceu essas adversidades. “Ela tem uma memória incrível. Em conversa conosco, lembrava casos que nós não lembrávamos mais. Coisas de quando éramos crianças. É um privilégio ter uma avó completando um século de vida. Um exemplo de vitalidade, de simplicidade e humildade. Todos nós, sejam os filhos, sejam netos procuramos trilhar por este caminho, por esses ensinamentos que ela nos passa até hoje. Soprar velas com 3 dígitos não é para qualquer um! Estamos muito felizes por tudo que ela já fez e por tudo que ela representa para nós” – destaca o neto da madalenense.

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