terça-feira , 22 setembro 2020

“Foi um milagre na minha vida”, diz moradora de São Fidélis que se recuperou da Covid-19; idosa ficou 18 dias internada Ela deu entrada no Centro de Combate ao Coronavírus com muita falta de ar. Dos 18 dias internada, 7 foram na Unidade de Terapia Intensiva

Ela deu entrada no Centro de Combate ao Coronavírus com muita falta de ar. Dos 18 dias internada, 7 foram na Unidade de Terapia Intensiva

Fotos: Arquivo pessoal

O último sábado (20/06) foi de muita alegria para a Célia Maria Ribeiro Braga, de 64 anos, e sua família. Moradora de Valão dos Milagres, localidade na zona rural do distrito de Cambiasca, em São Fidélis, Norte Fluminense, ela deu entrada no Centro de Combate ao Coronavírus, anexo ao Hospital Armando Vidal, no último dia 3, apresentando muita falta de ar, com baixos níveis de oxigênio no sangue. No dia 4 ela precisou ser levada para a Unidade de Terapia Intensiva, onde ficou internada por 7 dias. Hoje ela afirma que ter conseguido vencer a doença foi um milagre. “Foi um milagre acontecido na minha vida. E desse milagre quero repartir um pouquinho com cada um. O milagre é grande com Deus. Todos os médicos que me visitaram sempre me deram muita atenção. Não tenho nada que reclamar, dos médicos, nem das enfermeiras. Só agradecer a Deus e depois a essa galera (equipe médica e demais funcionários). Fui muito bem cuidada. Todos foram ótimos. Eu fiz terapia lá dentro, porque tem até fisioterapeuta. Tive um acompanhamento muito bom. Não tenho palavras para agradecer” – destaca. (continua após o vídeo)

A idosa conta ainda que quando estava internada, não deixava de orar. “Graças a Deus estou em casa, recuperando aos poucos. É muita alegria saber que ficamos em meio a tantas pessoas boas. Lá dentro da UTI eu não deixava de orar ao senhor. Só vinha na minha mente tudo que era bom do senhor” – lembra.  Quando recebeu alta, Célia foi aplaudida e recebeu flores da filha Jaquelini Braga. Ao SF Notícias, Jaquelini contou que o pai, de 69 anos, também foi diagnosticado com a doença, mas que ele não apresentou sintomas graves. Ela disse ainda que o período em que a mãe esteve internada foi muito difícil. “Quase morri de saber que minha mãe tinha que ir para a UTI. Cada dia que passava era só chorar, perguntando todos os dias como ela estava. Era muita tensão esperando notícias e só pedindo a Deus que ela saísse de lá. Tinha dia que eu ia dormir chorando porque eu falo com ela todo dia, e eu falava ‘preciso ouvir a voz da minha mãe’” – recorda. Célia também desejou força para aqueles que estão lutando para vencer a doença. “Pra vocês que estão internados, seja na Covid, na UTI, que vocês tenham força e fé. O que nós precisamos nesses momentos difíceis é ter fé e força para vencer. Que vocês também agradeçam e sejam felizes como eu fui” – finalizou.

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