Falta de vacina para aplicação da 2ª dose da CoronaVac afeta vacinação em São Fidélis e outras cidades

O Instituto Butantan anunciou que irá enviar hoje (06) ao Ministério da Saúde um lote de mais 1 milhão de doses da CoronaVac

Municípios do estado do Rio de Janeiro e de outros estados do país estão suspendendo a aplicação da segunda dose da CoronaVac; o motivo é a falta de doses. Uma das cidades afetadas é São Fidélis, no Norte Fluminense. Não há doses da CoronaVac. “Minha segunda dose seria hoje, seria…Mas não temos vacina, viva o Brasil!”, postou um morador da cidade em uma rede social.

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O Instituto Butantan anunciou que irá enviar hoje (06) para o Ministério da Saúde um lote de mais 1 milhão de doses da vacina CoronaVac, mas ainda não há previsão de quando esse lote será distribuído aos estados e municípios, e também não se sabe se a quantidade distribuída dará para vacinar todos que estão com a segunda dose atrasada.

Aqui no estado do Rio de Janeiro há previsão de distribuição de novas doses de vacinas contra Covid-19 para essa sexta-feira (07), mas os municípios ainda não sabem se haverá doses de CoronaVac entre as doses recebidas. Em São Fidélis, a Secretaria Municipal de Saúde informou que conforme o estado for disponibilizando as doses será comunicado à sociedade e solicitado que os moradores compareçam aos locais de vacinação mediante reagendamento feito pelos Agentes Comunitários de Saúde, nos mesmos moldes da primeira dose. A secretaria informou ainda que não será necessário comparecer à unidade de saúde para fazer o reagendamento. Segundo a pasta, os idosos serão priorizados quando as doses chegarem.

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Vaivém de decisões
De acordo com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a interrupção é resultado da conduta de seu antecessor no comando da pasta, Eduardo Pazuello. “[O atraso] decorre da aplicação da segunda dose como primeira dose”, afirmou. “Logo que houver entrega da CoronaVac, [o problema] será solucionado.”

Antes, os estados estocavam vacinas para garantir que todas as pessoas já imunizadas recebessem a segunda dose. Em fevereiro, no entanto, Pazuello mudou a orientação: determinou que todas as vacinas fossem aplicadas de imediato, sem a preocupação de guardar parte delas. Foi um vaivém de regras: dias depois, o Ministério da Saúde voltou atrás e disse que os estados deveriam, sim, estocar a CoronaVac para garantir a segunda dose a todos. Em março, mais uma vez, a pasta mudou de opinião e orientou a aplicação de todas as vacinas, sem reservas.

“O ministério fez isso, mas nós somos dependentes da China para os insumos farmacêuticos ativos (IFAs). O erro foi ter feito essa orientação sem ter garantia de que a produção estava iniciada. Contar com IFA que nem saiu da China é uma situação complicada”, diz a epidemiologista Ethel Maciel.

Em abril, Queiroga foi ao Senado para dizer que a orientação mudou mais uma vez: desde então, os estados devem armazenar metade do estoque para garantir que o esquema vacinal de duas doses seja cumprido no intervalo correto (28 dias para a CoronaVac/Butantan e 3 meses para a de Oxford/Fiocruz).

Segunda dose deve ser tomada mesmo fora do prazo
Em nota técnica divulgada, o Ministério da Saúde orientou a população a tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19 mesmo que a aplicação ocorra depois do prazo recomendado pelos laboratórios. Segundo o documento, é “improvável que intervalos aumentados entre as doses das vacinas ocasionem a redução na eficácia do esquema vacinal”. No entanto, a pasta ressalta que os atrasos devem ser evitados, já que “não se pode assegurar a devida proteção do indivíduo até a administração da segunda dose”.

Com informações: redação SF Notícias / Agência Brasil / G1

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