segunda-feira , 25 maio 2020

Educação em luto: Professora Sônia Sóta, diagnosticada com Covid-19, morre em São Fidélis Sônia lecionava no Colégio Estadual de São Fidélis e era muito querida no município

Sônia lecionava no Colégio Estadual de São Fidélis e era muito querida no município

Fotos: Reprodução/ Redes Sociais

Mais uma morte de um paciente diagnosticado com o novo coronavírus foi registrada no município de São Fidélis, Norte Fluminense. Faleceu nesta quinta-feira (14/05) a Professora Sônia Regina Sóta Quintan, muito querida na cidade. Ela estava internada em estado grave na UTI do Hospital Armando Vidal, e segundo a Vigilância em Saúde, já havia testado positivo para Covid-19 em um teste rápido, estando entre os 111 casos confirmados no município. A morte, segundo a Vigilância, passará a ser contabilizada no boletim desta sexta-feira (15), passando de cinco para seis. Amostras também foram enviadas para contraprova ao laboratório estadual, Lacen-RJ, mas o resultado ainda não foi disponibilizado. Desde a última semana, amigos, familiares, alunos e funcionários do Colégio Estadual de São Fidélis, onde Sônia trabalhava, mobilizaram as redes sociais pedindo por orações e torcendo por uma recuperação da professora. Na página do colégio no Facebook, foram realizadas diversas transmissões com louvores e orações. (continua após a publicidade)

Na noite desta quinta, alguns fidelenses publicaram mensagens de pesar e despedida, abalados com a notícia da morte de Sônia. “Hoje perdemos a nossa amiga Sônia Sóta! Nosso coração está em pedaços, dói muito saber que não teremos mais sua presença no nosso CESF, alegrando nossos dias, enchendo nossa escola de vida e arte. Sentiremos muito sua falta! Vai em paz minha amiga! #CESFdeLUTO” – publicou uma amiga. “Não é um número … é Sônia Sota! Professora, mãe, esposa, irmã, tia… Grande artista! Dom para escrever, fazer e não aparecer! Seus personagens brilhavam! Emocionou e encheu de fantasia as minhas Marias nas tradicionais peças de Natal. Um legado de amor e arte!” – postou uma moradora. Sônia deixa um legado de dezenas de trabalhos desenvolvidos juntos aos alunos, que emocionavam e encantavam pela criatividade. Ela lecionava Língua Portuguesa e Literatura, e Arte Visuais. A professora foi uma das fundadoras da Associação Cultural Fidelense, fazia parte da Academia Fidelense de Letras (AFL) e formou o grupo de teatro Máscara e o bloco Bal Masqué, que passou a animar o carnaval de São Fidélis. Sônia produziu inúmeras peças teatrais – entre elas a Fantástica Fábrica de Natal – e exposições de arte e fotográficas, saraus e encontro poéticos, introduzindo arte e cultura na vida de muitos fidelenses. (continua após a publicidade)

O Colégio Estadual publicou uma nota lamentando a morte da professora. “O CESF comunica com uma profunda tristeza, o falecimento da professora Sônia Sóta. Nossa saudade será enorme, pois você foi uma grande parceira e amiga de nossa escola. Que Deus esteja fortalecendo suas filhas Bárbara e Bianca, seu marido Rogério e todos os seus familiares nesse momento de dor”. O jogador e sobrinho de Sônia, Almir Sóta, também usou as redes sociais para deixar uma mensagem de despedida. “Todos nós estávamos muitos esperançosos com sua recuperação, pela mulher forte, que você sempre foi! Mas Deus preferiu, você ao lado dele… pra que uma mulher tão boa, nesse mundo tão imundo né?! Tia, te agradeço por tudo que você fez por nossa família, pelos ensinamentos, pela mulher exemplar, de um caráter inquestionável. Vai ser muito difícil sem você aqui, sem poder te ver, abraçar, dar um beijo, sem comer o meu bolo de cenoura ‘a qual’ você sempre preparava quando ficava sabendo que eu estava chegando de viagem, pelas nossas reuniões no Natal, Réveillon e todas outras datas comemorativas à qual você preparava tudo com muito amor e carinho para todos nós na sua casa. Vou me lembrar de você pra sempre, com esse sorriso no rosto! Sei que Deus está de braços abertos te esperando, e posso te pedir uma coisa? Dá um beijo em vovó e vovô e fala que todos aqui morrem de saudades. Te amo!”, escreveu o atleta.

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