Deslocamento do Trem Rio-Minas atrai olhares e encanta moradores de cidades dos dois estados

O trem está em deslocamento, seguindo de Três Rios (RJ) para manutenção preventiva em Recreio (MG). O SF Notícias conversou com a Cyntia Nascimento, responsável pelo projeto. Ela contou o que falta para o trem começar a receber os turistas, sobre um segundo ramal até Santo Antônio de Pádua e sobre uma vaquinha em que todos podem participar do projeto
Imagens: divulgação ONG Amigos do Trem

Moradores dos estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro estão ansiosos pelo início das operações com passageiros do Trem Rio-Minas. Desde que foi anunciado, em 2015, a expectativa em torno do retorno aos trilhos tem crescido. Todos querem sentar nas poltronas e viajar pelo passado, relembrando momentos históricos em que o trem fazia parte do nosso cotidiano. Essa expectativa cresceu ainda mais com o início das viagens de teste em 2018 e abertura para visitação ao trem, e nesta semana, os olhares se voltaram novamente para o trem Rio-Minas, que está percorrendo os trilhos de cidades mineiras e fluminenses em direção a oficina no município de Recreio. Em cada lugar por onde passa, o trem é filmado, fotografado e encanta a todos. Segundo a ONG Amigos do Trem, responsável pelo projeto, esse deslocamento da composição do trem Rio-Minas, para a oficina de trens de passageiros da ONG, faz-se necessário para a execução do Plano de Manutenção Preventiva do material rodante. (continua após o vídeo)

Essa manutenção é fundamental para manter o excelente funcionamento das locomotivas e dos carros de passageiros que fazem parte do projeto Trem Rio-Minas. Após a realização da manutenção, a composição do Trem Rio-Minas retornará para a cidade de Três Rios para prosseguimento e efetivação do projeto. O projeto foi idealizado pelo Paulo Henrique do Nascimento, que desde 2015, junto a ONG Amigos do Trem, articulava a viabilização do trem turístico, após a desativação da linha que realizava transporte de bauxita, mas Paulo morreu em novembro de 2018, em decorrência de um câncer. A Cyntia Nascimento, sobrinha de Paulo, deu prosseguimento ao sonho do tio e de milhares de pessoas que querem retornar aos trilhos e reviver o passado. A ideia é de que as viagens sejam realizadas aos finais de semana e feriados. O preço e os horários ainda não foram definidos. No projeto original, o trem turístico Rio-Minas vai percorrer mais de 168 quilômetros passando Três Rios/RJ, Chiador/MG, Sapucaia/RJ, Além Paraíba/MG, Volta Grande/MG, Recreio/MG, Leopoldina/MG e Cataguases/MG. São duas locomotivas e 15 vagões adquiridos com apoio da iniciativa privada, e cada vagão, terá a capacidade para transportar 78 passageiros. (continua após a publicidade)

Foto: SF Notícias

Mas, o projeto poderá ganhar um segundo ramal, entre Recreio e Palma, ambas em Minas Gerais, e Santo Antônio de Pádua, no Noroeste do Estado do Rio de Janeiro. Em 2017, o prefeito de Pádua, Josias Quintal, chegou a participar de uma reunião com prefeitos de cidades por onde o trem irá passar. Cyntia Nascimento, responsável pelo projeto, atendeu novamente ao SF Notícias para dar informações sobre o andamento e operações do trem Rio-Minas. Segundo ela, o projeto está em estágio avançado. “Em 2018 realizamos todas as viagens de reconhecimento do trecho, totalizando 168 km de Três Rios a Cataguases. A ONG cumpriu todas as exigências e regulamentações da ANTT. As prefeituras que serão contempladas com o Trem Rio-Minas já realizaram as adequações, reformas e construções das estações ferroviárias”, disse. (continua após a publicidade)

Ainda de acordo com Cyntia, o projeto Rio-Minas tem total apoio do Ministério Público Federal de Minas Gerais, da Vale S.A, da VLI, do Ministério dos Transportes, DNIT, ANTT, Grupo Mil e das prefeituras participantes. Há uma vaquinha em andamento para angariar recursos para ser destinados a melhoria da ferrovia e da Infraestrutura do trecho por onde o trem irá passar. A meta é arrecadar R$ 86 mil. Qualquer pessoa pode participar contribuindo AQUI. Sobre o segundo ramal até Pádua, Cyntia disse que ele segue nos planos da ONG, mas que o planejamento é inaugurar o trecho oficial e após isso, estender o projeto. Hoje, o único entrave para início das operações com passageiros, segundo ela, é a reforma da linha. “Somente após a reforma é que conseguiremos iniciar as operações com segurança”, concluiu.

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