terça-feira , 27 outubro 2020

Com dificuldades financeiras, APAE de Cambuci já não atende as crianças Sem contrato, associação ainda não recebeu nenhuma verba da prefeitura este ano

Sem contrato, associação ainda não recebeu nenhuma verba da prefeitura este ano

Fotos: SF Notícias

Há 24 anos prestando serviços e atendendo aproximadamente 106 crianças especiais de Cambuci e até de Pureza, distrito de São Fidélis, a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) daquele município, uma instituição que é importante para diversas crianças, passa por momentos difíceis. Sem dinheiro até mesmo para por combustível do veículo que era usado para buscar as crianças, a APAE não está mais atendendo. Segundo a diretora da unidade, Maria das Graças, os funcionários que estão há quatro meses com salários atrasados, cumprem apenas o horário. Muitos deles deram baixa na carteira e pedirão demissão.

A solução para a instituição, que ainda não recebeu nenhum repasse da prefeitura este ano, seria a ajuda do poder público, mas a proposta apresentada pelo prefeito e aprovada pela maioria dos vereadores nesta terça-feira (09/05) através de um projeto de Lei, não agradou aos funcionários que trabalham na APAE há 23 anos. Segundo eles, a prefeitura quer administrar a APAE e colocar novos funcionários. Enquanto isso, a APAE teria que arcar com as despesas dos funcionários que já tralham na associação, o que é impossível para a associação. “As crianças são acostumadas com a agente. Temos amor ao que fazemos. E agora? O que vão fazer com a gente? Já chorei muito e estamos todos preocupados”, disse uma das funcionárias.

Em março deste ano uma audiência pública debateu a situação da APAE. Na ocasião, o prefeito apresentou uma proposta para a renovação do contrato. Segundo o procurador do município, Alex Bitencourt, a proposta foi aprovada pelos associados.

“Era preciso renovar o contrato, fazer adequações como prestações de conta, plano de trabalho e foi feito uma proposta. A prefeitura disponibilizaria os funcionários e daria uma ajuda financeira. Em troca disso, o prefeito pediu que fosse feito um polo em São João do Paraíso, já que as crianças de lá não são atendias”, disse o procurador.

Quanto ao fato da associação não ter recebido nenhuma verba da prefeitura este ano, o procurador disse que não foi repassado pelo fato de não haver um contrato. Ele afirmou que em momento algum a prefeitura disse que iria dispensar os funcionários que já atuam na APAE.

“A prefeitura não vai administrar a associação. Apenas fazer um contrato. Ela vai continuar com a mesma administração. A prefeitura quer ajudar, mas a APAE precisa aceitar fazer o convênio”, concluiu Alex.

Cinco vereadores aprovaram o projeto de Lei apresentado pela prefeitura. Três votaram contra. Nossa redação tentou conversar com algum vereador do município. Ligamos para o telefone disponibilizado no site da Câmara, mas ninguém atendeu nossas ligações.

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