quarta-feira , 5 agosto 2020

Chef fidelense que se especializou na Itália faz sucesso mesclando alta gastronomia ao tempero da roça Convivência familiar permitiu que o Chef Vicente Maia sempre estivesse em contato com a gastronomia, já que seu pai era proprietário de um restaurante com comidas típicas em São Fidélis

Convivência familiar permitiu que o Chef Vicente Maia sempre estivesse em contato com a gastronomia, já que seu pai era proprietário de um restaurante com comidas típicas em São Fidélis

Fotos: Arquivo pessoal

Natural de São Fidélis, no Norte Fluminense, Vicente Maia, esteve em contato desde pequeno com aquilo que se tornaria sua paixão: a gastronomia. Seu pai era proprietário de um restaurante com comidas típicas da região, o “Nuaconchego do Gordo”. Mas, até se encontrar no ramo de culinária, o fidelense se especializou em outra área. “Após concluir a faculdade de Administração de Empresas pela ESPM, do Rio de Janeiro, eu iniciei MBA em marketing pela Fundação Getúlio Vargas e uma pós-graduação em Educação. Porém, minha paixão pela gastronomia fez com que eu mudasse o rumo da minha vida” – relatou em entrevista ao SF Notícias. Ele decidiu estudar em escolas especializadas na Itália, entre elas a Escola Internacional de Cozinha Italiana (ICIF), e enfim encontrou o ideal como profissional. “Quando cheguei no Brasil, fui trabalhar com hotelaria. Chefiei hotéis em Búzios, trabalhei em restaurantes em Niterói e no Rio. Em seguida, voltei a me especializar na cozinha italiana numa escola no sul do país. Terminando os estudos, reestruturei o restaurante que era do meu pai e abri em 2008 o Peperoncini” – conta. (continua após a publicidade)

Paella Caipira

O sucesso não para por aí. Em 2010, o Chef foi convidado para coordenar a área de gastronomia do Centro Universitário La Salle, em Niterói, além de administrar a “Vicente Maia” uma empresa de consultoria e eventos gastronômicos. Apesar de ter realizado diversos cursos em escolas no exterior, e apresentado à alta gastronomia, o Chef conta que nunca deixou de lado o tempero da roça. “Os ingredientes da roça sempre estiveram na minha mesa. Sempre foram elementos de conforto para meu paladar e minha alma. O cheiro do refogado me faz lembrar minhas origens e a simplicidade da cozinha interiorana compõe a minha identidade culinária” – afirma. Um exemplo disto se deu em um jantar de negócios para uma alta cúpula de empresários espanhóis do ramo de energia, conforme relata o Chef: “Queria apresentá-los à culinária brasileira, mas também queria prestigiá-los, de alguma forma, com a gastronomia espanhola. Decidi fazer uma repaginação do prato mais clássico deles, a Paella, só que ao invés de colocar os ingredientes tradicionais, adicionei os insumos da nossa terrinha com meu tempero de roça” – recorda. Ao invés de camarões, polvo e açafrão, o prato foi elaborado com banana da terra, palmito pupunha, cúrcuma e um mix de carnes, que segundo o fidelense, compreendem o sabor da roça. (continua após a publicidade)

O sucesso da receita fez com que ela se tornasse o carro chef em feiras e eventos gastronômicos. “Além de mostrar que a cozinha autoral não é composta só de técnicas, mas também de percepções, de experiências e de muito afeto!” – completa o fidelense. E, se tratando de afeição, o chef deixa claro o apreço por São Fidélis, sua terra natal. Além do restaurante que teve no município e dos muitos eventos particulares dos quais participou, ele revelou torcer para que a cidade ganhe um festival gastronômico, para que possa dar sua contribuição. “Sou fidelense, qualquer convite feito pela cidade será aceito de coração” – destaca. Recentemente, Vicente, que reside em Niterói, se tornou o novo chef do restaurante da Confeitaria e Padaria Beira-Mar, em Icaraí. O fidelense é o responsável por adequar o buffet ao período de pandemia do coronavírus.

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