Bebê brutalmente agredido pelo pai em São Fidélis segue em estado grave; delegado fala sobre o caso: veja o vídeo

De acordo com o delegado, o bebê apresentava afundamento de crânio, fratura de costelas e marcas de mordidas pelo corpo, inclusive em estágios diversos de evolução, o que tende a caracterizar a denominada Síndrome de Silverman (ou da criança espancada)

Segue internado em estado grave o bebê de apenas dois meses que foi brutalmente agredido pelo próprio pai em São Fidélis. O menino está internado na UTI pediátrica do Hospital Ferreira Machado e corre risco de morte, segundo a Polícia Civil. A história que chocou os moradores de São Fidélis e região ao ser noticiada ontem pelo SF Notícias também gerou revolta na equipe médica que atendeu a criança e nos policiais envolvidos. Nesta sexta-feira Santa o menino completou dois meses de vida, e ao invés de ganhar carinho e amor dos pais ao celebrar o mesversário, o bebê ganhou várias lesões graves e hematomas pelo corpo.

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Como o SF Notícias havia divulgado, a brutalidade começou a ser revelada às 13h da tarde desta sexta, quando os pais levaram o bebê ao Hospital Armando Vidal. O estado em que o bebê chegou ao hospital gerou revolta na equipe médica. Imediatamente o hospital acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar de São Fidélis. O laudo médico apontou lesões como afundamento de crânio, fratura de costelas e mordidas pelo corpo, inclusive em estágios diversos de evolução, o que tende a caracterizar a denominada Síndrome de Silverman (ou da criança espancada). A criança foi transferida em estado grave para o Ferreira Machado.

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Inicialmente a mãe contou uma versão fantasiosa, segundo o delegado titular da 141ª Delegacia de São Fidélis, Dr. Carlos Augusto Guimarães. O delegado estava de plantão na delegacia de Campos onde o caso foi registrado por ser central de flagrantes do final de semana. A mãe do bebê, identificada como A.C.S.F., de 21 anos, contou uma versão que não convenceu a polícia. Ela disse que o marido, J.C.L.V., de 20 anos, havia saído de casa por volta das 05h30 da manhã, e como ele estava demorando, ela saiu juntamente com a criança atrás dele. Ainda segundo a versão, no caminho ela teria sido abordada por quatro homens que estariam em um carro, e foi ameaçada com uma arma a entrar no veículo. Já dentro do carro os ocupantes teriam agredido apenas o bebê. A mãe disse ainda que após a agressão ela e o menino foram deixados na Praça da estação, no Centro, e ela voltou para casa com medo. Entre a hora que teria ocorrido o fato narrado por ela e a hora em que os pais levaram a criança ao hospital se passaram mais de 07 horas.

“Versão nitidamente fantasiosa, não merecendo qualquer credibilidade quanto aos respectivos conteúdos, denotando-se ter ocorrido emprego de violência com intenso sofrimento para a vítima (criança), resultando lesão corporal de alta gravidade a ser melhor esclarecida pelo laudo médico legal”, disse o delegado.

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Os pais foram levados pela guarnição do Destacamento de Policiamento Ostensivo (DPO) de Pureza – composta pelos sargentos Desidério e Vilaça – para a 141ª Delegacia de Polícia de São Fidélis, mas transferidos para a 134ª DP do Centro de Campos. Ainda segundo o delegado Dr. Carlos Augusto, ao serem separados durante os depoimentos formais, o pai acabou confessando ter agredido a criança após ficar irritado com o excessivo choro. Já a mãe se mostrou inerte diante das agressões praticadas contra a criança, inclusive sustentando a versão do suposto sequestro no hospital e na apresentação à delegacia. O pai do menino foi autuado em flagrante delito pelos crimes de tortura e lesão corporal, e a mãe por tortura e por omissão, podendo ter a situação jurídica agravada em caso de falecimento da criança. Os dois devem passar por audiência de custódia ainda hoje.

Quando o bebê sair do hospital, o Conselho Tutelar de São Fidélis irá procurar alguém da família extensiva (parentes) para cuidar da criança. Segundo informações iniciais obtidas pelo SF Notícias, uma tia já teria apresentado interesse em cuidar do menino.

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