Avisar sobre blitz em redes sociais é crime contra a segurança, prejudica trabalho da polícia e ajuda bandidos

Nas últimas semanas moradores de cidades da região passaram a divulgar, todos os dias, os pontos onde estão acontecendo as blitzen, através de imagens e vídeos. Até grupos específicos para as divulgações foram criados

Muitos, inclusive moradores de várias cidades da nossa região, criticam as ações da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro em questão de policiamento para garantir a segurança, mas ao invés de contribuírem denunciando, os moradores de várias cidades da nossa área de cobertura usam grupos de WhatsApp para alertar onde estão acontecendo as operações, e acabam prejudicando o serviço dos policiais e ajudando os bandidos.

Tem Instagram ❓❓ Siga o SF Notícias no Insta > @sfnoticias

O que muita gente não sabe é que alertar sobre pontos de fiscalização é crime previsto no Código Penal e existe punição. As blitzen de trânsito têm o propósito central de fiscalizar o cumprimento das normas de trânsito, e de combater crimes e o transporte de materiais ilícitos, como armas e drogas. Quem avisa outros motoristas sobre blitz nas redes sociais está cometendo um crime cibernético, isto é, que ocorre na internet. O crime em questão é o de atentado contra a segurança pública (art. 265, Código Penal).

Segundo o advogado Dr. Manoel Roma, dentre os avisos irregulares, um dos mais comuns é quando um motorista usa faróis para indicar ao condutor que vem em sentido contrário sobre fiscalização policial, eletrônica ou interdições na pista. Mas, hoje as redes sociais se tornaram a principal ferramenta para esse tipo de irregularidade.  Nas últimas semanas moradores de cidades da região, principalmente em Santo Antônio de Pádua, passaram a divulgar, todos os dias, os pontos onde estão acontecendo as blitzen, através de imagens e vídeos. Em algumas cidades, até grupos específicos para as divulgações foram criados.

manoel romaTrata-se, a hipótese, do crime de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, cuja pena cominada é de reclusão de um a cinco anos e multa. É figura criminosa de muitas controvérsias, mas, em tese, o comportamento pode ser adequado a este tipo penal. “Importante destacar que, quando se informa o ponto de blitz não se está informando só a pessoas de bem, mas pode estar avisando alguém que está portando uma arma ilegal, drogas, enfim, um criminoso qualquer. Quando se avisa de uma blitz, se presta um desserviço à população”, disse o advogado.

O advogado ressaltou ainda que, essa atitude pode se voltar contra a própria pessoa. “Aquele criminoso ou foragido que conseguiu escapar de uma blitz por uma informação no WhatsApp ou rede social, pode cometer crimes de roubo, furto e assalto contra a mesma pessoa que passou a informação pelas redes sociais”, concluiu Dr. Manoel Roma.

VEJA MAIS

VEJA MAIS