Aumento de casos e de internações: Região está no pior momento da pandemia de Covid-19

Segundo o Ministério Público, três pessoas já morreram à espera de um leito de UTI no Noroeste Fluminense. Campos continua sem leitos para internação nas UTIs para tratamento da COVID-19 e tem moradores na fila

Nossa região e o estado do Rio vivem o pior momento desde o início da pandemia com municípios classificados como risco muito alto e risco alto, de acordo com o Mapa de Risco da Covid-19 divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) na última sexta-feira. Hospitais das regiões Norte, Noroeste e Serrana, área de cobertura do SF Notícias, estão registrando aumento da procura em atendimento de moradores com sintomas de Covid-19. Todos os municípios do Norte e Noroeste estão em risco alto, em bandeira vermelha. As regiões Centro Sul, Litorânea e Metropolitana I estão classificadas com risco muito alto, em bandeira roxa. Já os municípios da Região Serrana apresentam risco moderado, e pelo mapa do estado, estão em bandeira laranja. Na comparação do período entre os dias 07 a 13/03 e 21 a 27/02), o Rio de Janeiro apresentou um aumento no número de óbitos (2%) e também de casos de internações por síndrome respiratória aguda grave (24%). As taxas de ocupação de leitos do estado, na sexta-feira (26/03), estavam em 92% para UTI, e em 78% para enfermaria.

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Já aqui na nossa região, a ocupação de leitos de UTI em alguns hospitais chegaram a 100%. Em outros, estão acima de 80% de ocupação. Nas últimas semanas o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro vem dialogando com os municípios das regiões Norte e Noroeste Fluminense para adoção de medidas restritivas diante do aumento de casos e internações. Muitos municípios adotaram diversas restrições como fechamento do comércio ou toque de recolher. Segundo o Ministério Público, no dia 16 de março o sistema de saúde do Noroeste Fluminense chegou ao colapso, atingindo 100% de ocupação de leitos oferecidos pelo SUS, já havendo lista de pessoas aguardando leitos para internação, e ocorrendo até a presente data, três óbitos de pacientes que não resistiram à espera. Já no dia 19, a Central de Regulação Noroeste Fluminense registrou 11 (onze) pessoas na lista de espera por Leitos de UTI COVID-19.

A maior cidade do interior do estado, Campos está sem sem leitos para internação nas UTIs para tratamento da COVID-19 e até o último sábado havia mais de 30 pessoas na fila aguardando uma vaga segundo o prefeito Wladimir Garotinho. “O número de pessoas na fila cresce a cada dia, hoje já são 32”, publicou o prefeito no sábado (27). Na sexta o número estava em 14. “Continuamos sem leitos para internação nas UTIs para tratamento da COVID-19 e as unidades de clínica médica estão com mais de 90% de ocupação. Não temos mais vagas e a fila continua crescendo, evite o contágio. Se proteja!”, diz uma publicação feita pela Prefeitura de Campos ontem (28/03).

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Abertura de leitos no estado
A Secretaria de Estado de Saúde informa que a ação conjunta com o Ministério da Saúde possibilitará a abertura de 557 leitos, sendo 324 de UTI. Na rede estadual, foram abertos 89 leitos de UTI e 10 de enfermaria, na semana passada, nos hospitais Zilda Arns, Anchieta, João Batista Caffaro, Carlos Chagas e Adão Pereira Nunes. Até a próxima quarta-feira, serão inseridos na Central de Regulação Estadual (CER) mais 104 leitos de UTI e 56 de enfermaria. São leitos privados contratados por meio de chamamento público. Até o dia 02.04, outros 27 leitos de UTI da rede estadual serão inseridos na CER. No total, entre esta semana e a próxima, a ampliação chegará a 366 leitos.

Quanto à rede federal, a ação conjunta com a SES já conseguiu inserir na CER 76 leitos de UTI e 136 de enfermaria. Até o dia 02.04, o Ministério da Saúde informou que outros 28 leitos de UTI e 31 de enfermaria serão destinados a pacientes com Covid-19 e inseridos na regulação unificada. Com isso, o número de leitos abertos na rede federal e regulados pelo estado será de 271, sendo 104 de UTI. A força de trabalho e a gestão desses leitos serão federais. O cronograma de abertura de mais leitos na rede federal será informado pelo Ministério da Saúde.

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