Anvisa publica alerta de risco sobre 1º caso de ‘superfungo’ no Brasil

Segundo a Anvisa, 'Candida auris' é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública considerando que apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos
Fotos: Divulgação/ Nicolas Armer/picture alliance/Getty Images

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou um alerta sobre um caso de infecção por Candida auris (C. auris), um fungo emergente que representa uma grave ameaça à saúde global, identificado pela primeira vez como causador de doença em humanos em 2009, no Japão. “O fungo foi identificado em amostra de ponta de cateter de paciente internado em UTI adulto em hospital do estado da Bahia, sendo confirmado pela técnica Maldi-Tof no Laboratório Central de Saúde Pública Profº Gonçalo Moniz – LACEN/BA e no Laboratório do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – HCFMUSP” – diz o alerta. De acordo com a Anvisa, a Candida auris é um fungo emergente que representa uma séria ameaça à saúde pública considerando que apresenta resistência a vários medicamentos antifúngicos comumente utilizados para tratar infecções por Candida, e que pode causar infecção em corrente sanguínea e outras infecções invasivas, podendo ser fatal, principalmente em pacientes com comorbidades.

Ainda segundo o alerta, o fungo pode permanecer viável por longos períodos no ambiente (semanas ou meses) e apresenta resistência a diversos desinfetantes, entre os quais, os que são à base de quartenário de amônio. Ele também tem propensão em causar surtos em decorrência da dificuldade de identificação oportuna pelos métodos laboratoriais rotineiros e de sua eliminação do ambiente contaminado. A Anvisa informou que uma força-tarefa nacional foi organizada. “A Agência está trabalhando na revisão do Comunicado de Risco 01/2017 – GVIMS/GGTES/ANVISA, para contemplar a nova situação epidemiológica do país, a inclusão de outros laboratórios como referência para a rede nacional e as novas evidências científicas disponíveis. Recomendamos que os serviços de saúde e laboratórios de microbiologia estejam alertas às orientações previstas nesses documentos, para que ações de prevenção e controle da disseminação desse fungo sejam adotadas de forma oportuna e segura” – destacou. Confira o alerta AQUI.

Imagem de capa: Nicolas Armer/picture alliance/Getty Images

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