Agredido pelo próprio pai em São Fidélis, bebê perde rim direito e metade do esquerdo e segue em estado grave

Segundo o tio da criança, mais de 40 pessoas foram até o hemocentro neste domingo de Páscoa para doar sangue para o menino
Foto: Arquivo pessoal

O menino de apenas dois meses, que foi brutalmente agredido pelo próprio pai em São Fidélis, no Norte Fluminense, um caso que chocou moradores da cidade e toda a região, segue internado em estado grave. Em vídeo publicado nas redes sociais, o tio do pequeno, Agnaldo Couto Rangel, informou que ele perdeu o rim direito e metade do esquerdo. “Qualquer parâmetro abaixo do que já está ele será levado imediatamente para a sala de cirurgia. O tórax está drenando menos sangue, graças a Deus. A urina está com menos sangue também, tá um pouquinho mais clara. É um trabalho de formiguinha” – relatou o tio. Agnaldo pediu orações e energias positivas para o bebê. “Vamos batalhar pra esse guerreiro nosso se Deus quiser estar voltando” – disse.

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Na noite de sábado (03/04), Agnaldo fez um pedido por doações de sangue para o bebê. Um ônibus sairia do município, de frente da Igreja Matriz, na manhã deste domingo de Páscoa levando os doadores. Segundo o tio do menino, ao todo, 44 pessoas foram até o Hemocentro Regional de Campos para doar. Podiam ser feitas doações de qualquer tipo sanguíneo. Agnaldo agradeceu a todos. O bebê segue internado na UTI do Hospital Ferreira Machado.

Caso foi revelado na Sexta-feira Santa, quando o bebê foi levado ao Hospital Armando Vidal
A história que chocou moradores de São Fidélis e região, e também gerou revolta na equipe médica que atendeu a criança e nos policiais envolvidos, foi noticiada pelo SF Notícias na Sexta-feira Santa. Naquele dia o menino completou dois meses de vida, mas ao invés de ter um dia feliz, foi levado ao hospital com várias lesões graves e hematomas pelo corpo. A brutalidade começou a ser revelada às 13h da tarde de sexta, quando os pais levaram o bebê ao Hospital Armando Vidal. O estado em que o bebê chegou ao hospital gerou revolta na equipe médica. Imediatamente o hospital acionou o Conselho Tutelar e a Polícia Militar de São Fidélis. O laudo médico apontou lesões como afundamento de crânio, fratura de costelas e mordidas pelo corpo, inclusive em estágios diversos de evolução, o que tende a caracterizar a denominada Síndrome de Silverman (ou da criança espancada). A criança foi transferida em estado grave para o Ferreira Machado.

A mãe contou, inicialmente, uma versão fantasiosa, segundo o delegado titular da 141ª Delegacia de São Fidélis, Dr. Carlos Augusto Guimarães. Identificada como A.C.S.F., de 21 anos, a mãe relatou que o marido, J.C.L.V., de 20 anos, havia saído de casa por volta das 05h30 da manhã, e como ele estava demorando, ela saiu juntamente com a criança atrás dele. Ainda segundo a versão, no caminho ela teria sido abordada por quatro homens que estariam em um carro, e foi ameaçada com uma arma a entrar no veículo. Já dentro do carro os ocupantes teriam agredido apenas o bebê. A mãe disse ainda que após a agressão ela e o menino foram deixados na Praça da estação, no Centro, e ela voltou para casa com medo.

“Versão nitidamente fantasiosa, não merecendo qualquer credibilidade quanto aos respectivos conteúdos, denotando-se ter ocorrido emprego de violência com intenso sofrimento para a vítima (criança), resultando lesão corporal de alta gravidade a ser melhor esclarecida pelo laudo médico legal”, disse o delegado.

Os pais foram encaminhados para a 141ª Delegacia de Polícia de São Fidélis, mas transferidos para a 134ª DP do Centro de Campos. O pai do menino foi autuado em flagrante delito pelos crimes de tortura e lesão corporal, e a mãe por tortura e por omissão, podendo ter a situação jurídica agravada em caso de falecimento da criança. Confira AQUI a matéria completa em que o delegado fala sobre o caso.

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