Acidentes com animais peçonhentos, como cobras e escorpiões, aumentam no verão

No ano passado, em São Fidélis, foram registrados cerca de três casos de moradores picados por escorpiões, entre eles uma criança

O verão começou em dezembro e é neste período de aumento do calor e da umidade que crescem os riscos de aparecimento de animais peçonhentos, como os escorpiões, cobras e aranhas, principalmente em áreas de encosta e em zonas rurais. Segundo o Ministério da Saúde, geralmente, cerca de 40% dos acidentes são registrados entre os meses de dezembro a março. Consequentemente, aumentam os casos de acidentes com animais peçonhentos. Em 2021 foram anotados mais de 151 mil casos.

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No ano passado, em São Fidélis, no Norte Fluminense, foram registrados cerca de três casos de moradores picados por escorpião. Em maio, uma criança de apenas três anos foi picada por um escorpião na localidade de Brejinho. Já em julho, um jovem, que estava em uma academia no Centro da cidade, foi picado por um escorpião quando vestia um casaco, no qual o animal estava. Em novembro um homem, de 52 anos, deu entrada no Hospital Armando Vidal após ser picado por um escorpião e foi transferido para o Hospital Ferreira Machado, em Campos, unidade referência na região e onde fica disponível o soro antiescorpiônico.

Para evitar esse tipo de acidente, o Ministério da Saúde publicou uma série de recomendações de prevenção. No caso dos animais venenosos terrestres, em situações ou locais de risco, como em enchentes, florestas e matas, recomenda-se estar sempre com luvas de couro, botas de cano alto e perneira. Também não se deve colocar as mãos em tocas ou buracos na terra. Inspecionar roupas, calçados e toalhas antes de usá-los também evita acidentes por contato com animais peçonhentos. Em casa, o Ministério da Saúde também orienta que, caso encontre um animal peçonhento, se afaste com cuidado e evite assustá-lo ou tocá-lo, mesmo que pareça morto. Assim, o correto é procurar a autoridade de saúde local, como o agente ou a guarda ambiental para as devidas providências.

Em caso de picada por animal peçonhento, é necessário procurar atendimento médico imediatamente, de preferência, numa unidade de saúde de referência para tratamento soroterápico. O Ministério da Saúde orienta, ainda, a não amarrar ou fazer torniquete no membro acometido e, muito menos, cortar e/ou aplicar qualquer tipo de substância como pó de café, álcool, entre outros para não provocar infecções no local da picada.

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