Vereadores se pronunciam sobre ação do Ministério Público que investiga possível ‘rachadinha’ na Câmara de São Fidélis

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público (GAECO/MPRJ) cumpriu sete mandados de busca e apreensão.

O presidente da Câmara de São Fidélis, Erick Lopes, e o ex-presidente, Rogerinho, se pronunciaram na sessão realizada nesta quarta-feira (06/05) sobre a ação do Ministério Público que cumpriu mandados de busca e apreensão em decorrência de uma investigação sobre possível prática de “rachadinha”.

Em sua fala, Erick disse que, por ser presidente da Câmara, foi chamado para receber os agentes e abrir a Casa Legislativa. Ele reforçou que a Câmara está de portas abertas para qualquer tipo de questionamento. Durante o pronunciamento, Erick Lopes destacou que é fundamental que haja apuração dentro da política.

Já o vereador Rogerinho informou que sua casa foi alvo de busca e apreensão e que teve o celular apreendido. Embora o Ministério Público não tenha divulgado os nomes dos investigados, Rogerinho foi o único que assumiu que foi alvo da ação.

Ele negou qualquer envolvimento com a prática investigada. Durante sua fala, ele afirmou que já foi alvo de outras investigações anteriormente e destacou que foi inocentado pelas autoridades competentes. Rogerinho também ressaltou que pessoas públicas estão sujeitas a esse tipo de situação e afirmou que segue tranquilo diante das investigações.

Outro vereador que se posicionou foi Rodrigo Santana. Ele negou a informação divulgada por alguns perfis de redes sociais que disseram que a casa dele havia sido um dos alvos de busca.

A investigação
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (GAECO/MPRJ) cumpriu sete mandados de busca e apreensão contra investigados pela prática de “rachadinha” na Câmara de Vereadores do município de São Fidélis.

A investigação partiu de uma denúncia feita ao Ministério Público, e as buscas foram determinadas pelo Juízo da 2ª Vara de São Fidélis, a pedido do MPRJ. O Procedimento Investigatório Criminal (PIC) do GAECO/MPRJ apura se vereadores estariam nomeando indivíduos para cargos em comissão com a exigência de devolução total ou parcial dos salários.

Como o procedimento ainda está na fase apuratória e de coleta de dados que possam confirmar ou não a existência do esquema, o Ministério Público não divulgou nomes de quais vereadores são investigados e das outras pessoas que são alvos da ação.

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