Setembro começa com nova tarifa na conta de luz com valor de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos

Novo valor corresponde a um aumento da tarifa média residencial de R$ 69,49 para R$ 74,20 a cada 100 kWh, o que representa um aumento médio de 6,78% na conta de luz

Tiririca dizia que pior do que está não fica, mas ficou! Setembro começou com a criação de uma nova bandeira tarifária, deixando a sua conta de luz ainda mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta terça-feira (31/08) a criação da “bandeira de escassez hídrica”. A taxa extra será de R$ 14,20 para cada 100 kilowatt-hora (KWh) consumidos. Essa cobrança valerá para todos os consumidores do Sistema Interligado Nacional (SIN) de setembro deste ano a abril de 2022, com exceção dos beneficiários da tarifa social.

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De acordo com a agência, a nova bandeira foi criada por determinação da Câmara de Regras Excepcionais para Gestão Hidroenergética (CREG) para custear os custos excepcionais do acionamento de usinas térmicas e da importação de energia. Consumidores dos sistemas isolados, tais como os de Roraima e de outras áreas remotas, não pagam bandeira tarifária. O novo valor corresponde a um aumento da tarifa média residencial de R$ 69,49 para R$ 74,20 a cada 100 kWh, o que representa um aumento médio de 6,78% na conta de luz dos clientes residenciais do País, nos meses de acionamento da Bandeira Escassez Hídrica.

De acordo com o Ministério de Minas e Energia, caso o aumento da bandeira tarifária não fosse estabelecido neste momento, os custos seriam repassados com uma defasagem de até um ano aos consumidores, no próximo reajuste de sua distribuidora, com a incidência de juros. Com o instrumento da bandeira tarifária, o consumidor é informado de imediato quando o custo de produção da energia está mais caro e assim ele pode adequar seu nível de consumo. A decisão foi tomada em meio à crise hidrológica que afeta o nível dos reservatórios das usinas hidrelétricas, principal fonte geradora de energia elétrica no país. Segundo o Governo Federal, está é a pior seca em 91 anos. Com as hidrelétricas operando no limite, é preciso aumentar a geração de energia elétrica por meio de usinas termoelétricas, que têm custo mais alto.

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