Saúde investiga caso suspeito de varíola dos macacos em Macaé

O paciente é um homem que trabalha embarcado em uma plataforma de petróleo, onde teve contato com pessoas de outros países.

A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS), informou que está investigando um caso suspeito para Monkeypox (varíola do macaco) registrado pelo município de Macaé. O paciente é um homem, de 43 anos, que trabalha embarcado em uma plataforma de petróleo, onde relatou ter tido contato com pessoas de outros países. Exames complementares, preconizados pelo Ministério da Saúde (MS) para fechar a avaliação do caso, estão em andamento.

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A vigilância estadual está apoiando a vigilância municipal no monitoramento do paciente. Até o momento, não há caso de Monkeypox confirmado no estado. Em maio, o CIEVS enviou comunicado de alerta às secretarias municipais de saúde orientando quanto à detecção e ao monitoramento de possíveis casos da doença. A medida tem como objetivo garantir que as vigilâncias municipais e estadual sejam notificadas dos possíveis casos e possam fazer o acompanhamento da evolução da doença.

A Monkeypox é uma doença viral, e a transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. A doença causa erupções que geralmente se desenvolvem pelo rosto e depois se espalham para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. Os casos recentemente detectados apresentaram uma preponderância de lesões na área genital. A erupção cutânea passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, com posterior cicatrização. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas. O período de incubação é de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, adenomegalia, calafrios e exaustão. Em caso de suspeita da doença, o paciente deve ser isolado até o desaparecimento completo das lesões. O tratamento é baseado em medidas de suporte, com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e sequelas.

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