Saúde em alerta! Aumento de casos da variante Delta deixa estado em alerta para contágio da Covid-19

Em menos de um mês, ela se tornou a segunda variante mais predominante no estado. RJ é o estado com o maior número de casos da variante Delta no Brasil

O Estado do Rio de Janeiro está em alerta. A Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde (SVAPS), confirmou na tarde desta segunda-feira (19/07) que a variante Delta, originária da Índia, está em circulação no estado. “Preocupa muito pelo fato de a delta ter se espalhado muito rapidamente. Em menos de um mês, ela se tornou a segunda variante mais predominante” – disse o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, em entrevista a uma emissora de TV. Chieppe afirmou também que os sintomas da delta são os mesmos da Covid, mas essa cepa se transmite com mais facilidade.

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Segundo a SES, dados atualizados no sábado registram mais 63 casos da variante Delta, do total de 380 amostras processadas. Totalizam 83 casos em 12 municípios do estado. A confirmação foi possível graças aos últimos resultados do projeto Corona-Ômica-RJ, um dos maiores do país, que realiza a análise mensal de cerca de 800 amostras de todo o estado. Nesta última rodada de exames, a variante Delta representou 16,57% (n=63) do total (n=380) de amostras processadas. O relatório final do último levantamento está em finalização e, em breve, ficará disponível no link de publicação de rotina (http://www.corona-omica.rj.lncc.br/#/).

Os dados recentes do monitoramento mostram a presença da variante Delta (B1.617.2), contudo, a linhagem P.1 (Gama/Brasil) continua sendo a mais frequente no estado. Além disso, há registro em baixa frequência da VOC B.1.1.7 (Alfa/Reino Unido), além do declínio da P.2, desde novembro do ano passado. O estudo Corona-Ômica-RJ é um dos maiores do país e foi idealizado pela Secretaria de Estado de Saúde. O sequenciamento do vírus da Covid-19 não é um exame de rotina nem de diagnóstico, é feito como vigilância genômica, para identificar modificações sofridas pelo vírus SARS-CoV-2 no estado.

Independentemente da cepa do vírus ou linhagem, as medidas de prevenção e métodos de diagnóstico e tratamento da Covid-19 seguem os mesmos. Sendo assim, não há alteração nas medidas sanitárias já adotadas, como uso de máscaras e álcool em gel, lavagem das mãos e distanciamento social. Além disso, é importante que os municípios continuem avançando no processo de vacinação contra a Covid-19 e que a população retorne para receber a segunda dose. Estudos mostram que todas as vacinas disponíveis no Brasil são eficazes contra as variantes identificadas até o momento.

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