São Fidélis chora a morte de Sônia Sóta, uma grande fidelense

Sônia Sóta deixa um legado na arte, cultura e educação de São Fidélis
Fotos: redes sociais

Uma sexta-feira triste, cinza e chuvosa. Chuva que simboliza lágrimas que seriam deixadas no chão do salão nobre do Colégio Estadual em sua despedida, mas devido a essa doença que a levou, não haverá uma despedida. O salão nobre, que era a sua segunda casa, ficará vazio no dia da sua partida. Lá você produziu peças teatrais, exposições de arte, fotográficas, saraus e encontro poéticos. No natal, por exemplo, a “Fantástica Fábrica de Natal” encantava a todos que iam ao salão Nobre. São Fidélis, nesta sexta-feira, chora a perda de uma grande fidelense, que deixou um grande legado e fez parte da vida, de alguma forma, de muita gente. A professora, artista e mãe, Sônia Sóta foi a sexta fidelense a ter a sua vida ceifada pela Covid-19. Ela introduziu educação, arte e cultura na vida de muitos fidelenses. Sem velório, muitos usaram as redes sociais para se despedir e expressar seus sentimentos. Sônia deixa um legado de dezenas de trabalhos desenvolvidos juntos aos alunos, que emocionavam e encantavam pela criatividade. Ela lecionava Língua Portuguesa e Literatura, e Arte Visuais. A professora foi uma das fundadoras da Associação Cultural Fidelense, fazia parte da Academia Fidelense de Letras (AFL) e formou o grupo de teatro Máscara e o bloco Bal Masqué, que passou a animar o carnaval de São Fidélis. O Colégio Estadual de São Fidélis, onde Sônia trabalhava, postou imagens feitas durante os trabalhos que ela desenvolvia com os alunos, e escreveu: “Neste momento de grande consternação para todos os seus amigos e familiares, lamentamos a sua perda e rendemos merecidas homenagens pelo relevante trabalho que realizou como artista e educadora do CESF, durante o tempo em que esteve conosco. Sônia Sóta foi mais que uma colega de trabalho, mais que uma professora dedicada, mais que uma educadora exemplar. Era uma grande artista, uma mulher… Forte e de personalidade marcante. Com sua atitude aguerrida escreveu parte da história do CESF. O seu falecimento, vítima do COVID-19, que assola a humanidade, levou-a subitamente do nosso convívio. Porém, ela será lembrada como a grande mulher e educadora que foi. Que seu legado seja escrito na história da educação desse Estado como alguém que se dedicou à construção de um olhar sensível para a arte e a realidade. Que seja lembrada com serenidade pelos seus feitos no sentido de dar visibilidade aos esforços de seus atores. Porém ela se mantinha humildemente, sem vaidades, por trás do palco, fora dos holofotes, quase invisível. Os futuros profissionais aqui formados certamente seguirão dando continuidade a utopia defendida por Sônia, de colocar em especial destaque a importância do ensino da arte e o seu papel essencial no processo de construção de novos valores e crescimento cultural da nossa sociedade. Nos solidarizamos com os familiares e amigos. Que ela encontre muita paz nessa travessia. Fecham-se as cortinas. Fim do espetáculo. Aplausos! Um artista nunca morre”, diz a postagem do Cesf. (continua após a publicidade)

Maria Helena, diretora do colégio, também deixou uma mensagem. “A família CESF chora a perda irreparável dessa profissional de excelência… Fez da arte momentos marcantes em nossa escola, nosso município… Foi pra morada do Pai e deixa um legado de sonhos, fantasias, realizações, alegrias… Com essa despedida fecha se as cortinas do Cesf… Nosso palco jamais terá o brilho, a graça, a garra e a beleza de sua criação. Nossos aplausos a eterna criadora de nossos espetáculos!!! Sentirei muita saudade”. O sobrinho, colunista e fotógrafo Bruno Sóta também usou as redes sociais para deixar uma mensagem de despedida. “É inacreditável, surreal e está doendo muito! Só eu sei o quanto a amo e gostaria de voltar no tempo para aproveitar mais a sua presença. Sem dúvidas a maior artista que conheci, a melhor madrinha que eu poderia ter, a melhor professora… são tantos atributos que não caberiam aqui. Sempre fui e serei o seu fã número um, Sônia Sóta. Obrigado é tão pouco para agradecê-la. Você me ensinou tanto, mas não me ensinou a viver sem você. A saudade me consome e escorre pelos olhos. Até muito breve, assim espero! Te amo muito Regina”, postou ele. O jogador e sobrinho de Sônia, Almir Sóta, também usou as redes sociais para deixar uma mensagem de despedida. “Todos nós estávamos muitos esperançosos com sua recuperação, pela mulher forte, que você sempre foi! Mas Deus preferiu, você ao lado dele… pra que uma mulher tão boa, nesse mundo tão imundo né?! Tia, te agradeço por tudo que você fez por nossa família, pelos ensinamentos, pela mulher exemplar, de um caráter inquestionável. Vai ser muito difícil sem você aqui, sem poder te ver, abraçar, dar um beijo, sem comer o meu bolo de cenoura ‘a qual’ você sempre preparava quando ficava sabendo que eu estava chegando de viagem, pelas nossas reuniões no Natal, Réveillon e todas outras datas comemorativas à qual você preparava tudo com muito amor e carinho para todos nós na sua casa. Vou me lembrar de você pra sempre, com esse sorriso no rosto! Sei que Deus está de braços abertos te esperando, e posso te pedir uma coisa? Dá um beijo em vovó e vovô e fala que todos aqui morrem de saudades. Te amo!”, escreveu o atleta. (continua após a publicidade)

Nas redes sociais há uma ‘enxurrada’ de mensagens de alunos, ex-alunos, amigos, professores e familiares. Mensagens de carinho e que relembram momentos marcantes produzidos por Sônia, momentos que jamais serão esquecidos. A radialista Helma Lúcia escreveu: “Não é um número … é Sônia Sota! Professora, mãe, esposa, irmã, tia… Grande artista! Dom para escrever, fazer e não aparecer! Seus personagens brilhavam! Emocionou e encheu de fantasia as minhas Marias nas tradicionais peças de Natal. Um legado de amor e arte! Muita poesia no céu! Meus sentimentos a família”. O Grêmio Recreativo Escola de Samba Unidos dos Coroados também lamentou a morte de Sônia. “O GRESUC lamenta a morte da nossa querida amiga, professora e moradora de nosso bairro, Sônia Sóta, que deixará saudades eternas. Neste momento de dor prestamos nossas condolências aos familiares e amigos”. A Liga Independente das Escolas de Samba Fidelense disse que “lamenta a triste notícia do falecimento da professora e fundadora do bloco carnavalesco “Bal Masqué”, Sônia Sóta. As pessoas são insubstituíveis em sua existência, não temos palavras para expressar os nossos sentimentos. Desejamos que Deus conforte o coração dos familiares e amigos neste momento. A arte e a cultura do município de São Fidélis estão em luto. Muito respeitosamente, prestamos as nossas condolências e deixamos os nossos mais sinceros pêsames”.

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