Salvando vidas: Fígado é transportado em helicóptero do Corpo de Bombeiros do Rio para Itaperuna; veja o vídeo

No primeiro trimestre deste ano, apesar da pandemia, já foram realizados 118 transplantes de órgãos, incluindo um procedimento multivisceral: fígado, pâncreas e intestino transplantados simultaneamente
Fotos: Maurício Bazílio

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) celebra mais uma operação de sucesso dentro do Programa Estadual de Transplantes do Rio de Janeiro (PET-RJ). No último domingo (11/04), uma equipe da SES acompanhou o transporte de um fígado da Região Metropolitana do Rio para o Hospital São José do Avaí, em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, a cerca de duas horas de aeronave do local de origem. Segundo a pasta, um helicóptero do Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros, que dá apoio logístico ao programa, foi utilizado na operação de captação e transporte do órgão, que vai mudar a vida do paciente. No primeiro trimestre deste ano, apesar da pandemia, já foram 118 transplantes de órgãos, incluindo um procedimento multivisceral (fígado, pâncreas e intestino transplantados simultaneamente).

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“A logística não é simples, e a operação deste domingo nos equipara às melhores estruturas de transplante do mundo. Órgãos como o fígado têm que estar dentro do corpo do receptor, em circulação, em no máximo 12 horas após a captação. Como a qualidade do órgão era ótima, foi transplantado com sucesso no mesmo dia. Se o transporte entre os dois municípios fosse realizado por via terrestre, levaríamos cerca de cinco horas, o que comprometeria a qualidade do órgão a ser implantado” – explica Sidney Pacheco, coordenador do PET-RJ. A profissional de saúde encarregada de receber o órgão captado e entregá-lo no hospital de Itaperuna, a enfermeira do PET Louise Candido comemorou a iniciativa: “É muito gratificante saber que podemos salvar uma vida e melhorar a condição de um paciente. A experiência de hoje foi inestimável. Tenho orgulho de integrar a equipe por trás de todo esse processo” – destacou.

O PET é um programa criado em 2010 que realiza a captação e o transplante de coração, fígado, rim, pâncreas, pele, córnea e esclera (membrana que protege o globo ocular). Em 11 anos de atuação, o programa foi responsável pela renovação da vida de mais de 6.500 pessoas por meio de transplantes de órgãos sólidos e recuperou a saúde de inúmeros pacientes com transplantes de ossos, ligamentos e pele. Entre janeiro e março de 2020, apesar da pandemia de Covid-19, ocorreu o melhor primeiro trimestre da história do programa, com 254 transplantes de órgãos sólidos. A marca supera em quase 54% o mesmo período de 2019 e colocou o estado no 3º lugar em número absoluto de doadores no ranking do Sistema Nacional de Transplantes (SNT). No total, no ano passado, o PET realizou 698 transplantes, sendo 22 de coração; 270 de fígado; 383 de rins; além de um transplante simultâneo de coração e rim; 10 de rins e fígado; e 12 de rins e pâncreas. No primeiro trimestre deste ano, já foram 118 cirurgias, sendo três corações transplantados, 47 fígados, 65 rins; além de duas cirurgias simultâneas de rins e pâncreas e uma multivisceral: fígado, pâncreas e intestino transplantados simultaneamente.

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