Oficina promove manejo agroecológico de pragas e doenças

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Fotos: Divulgação

O Programa Rio Rural promoveu uma oficina de manejo agroecológico de pragas para agricultores da Região Noroeste Fluminense. A atividade reuniu, em Santo Antônio de Pádua, produtores rurais e técnicos que apoiam a adoção de sistemas agroecológicos e orgânicos de produção. Durante o evento 46 participantes aprenderam a produzir caldas com propriedades repelentes, inseticidas ou fungicidas, feitas à base de ingredientes naturais, permitidos na produção orgânica.

Na abertura da oficina, o pesquisador da Pesagro-Rio, Luiz Augusto de Aguiar, introduziu conceitos relacionados ao manejo agroecológico de pragas. Logo em seguida, os participantes aprenderam com a pesquisadora da empresa, Maria do Carmo, a fazer diluições homeopáticas para uso na lavoura, usando como base álcool e os próprios insetos que atacam as plantações.

De acordo com a consultora do Rio Rural, Ana Paula Pegorer, as técnicas apresentadas contribuem para obtenção de melhores resultados nos sistemas de produção, e devem ser experimentadas e adaptadas de acordo com as necessidades de cada agricultor. “Os produtos fitossanitários são muito bons e devem acompanhar outras práticas que mantém todo o sistema em equilíbrio, como manter a matéria orgânica e cobertura do solo”, esclareceu a articuladora da rede de pesquisa.

Ainda no primeiro dia da oficina, Ana ensinou, junto com o também consultor do programa, Eiser Felippe, duas receitas de produtos fermentados de base vegetal ou repelentes para controle de pragas, utilizando ingredientes como melado, cachaça, inoculantes e plantas que possuem substâncias alcaloides, como a pita. “Toda planta tem suas defesas naturais. Quando pulverizamos bactérias ou fungos que não sejam nocivos, o vegetal se defende também contra os organismos que provocam doenças”, esclareceu.

asxcdgdfhjtfgjA engenheira agrônoma do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Ailena Sudo Salgado, forneceu informações sobre o uso de produtos fitossanitários. Ela disse que o ministério relaciona em seu site as substâncias e produtos de uso comercial aprovados para uso na agricultura orgânica. “É preciso também que o produtor observe as práticas proibidas, como uso de transgênicos, irradiações ionizantes, reguladores sintéticos de crescimento, agrotóxicos ou insumos que possam causar mutações carcinogênicas”, orientou.

No segundo dia de oficina, o extensionista rural Antônio Carlos Vairo, da Emater-Rio, explicou na prática como produzir a calda bordalesa e a calda sulfocálcica, substâncias que ajudam no controle de fungos e insetos que atacam a lavoura. “Os produtores aprenderam a fazer essas caldas em solução oleosa, o que permite diminuir a concentração do princípio ativo e obter por mais tempo o efeito inseticida, acaricida e fungicida”, explicou.

No final da atividade, os participantes avaliaram o aprendizado. Para o produtor rural Sebastião Gonzaga Correa, da localidade Ponte de Tábua, em Italva, a oficina foi muito positiva. “Temos que olhar não somente para a renda, mas também para a saúde, cuidar da planta e assim produzir um alimento saudável”, disse.

A oficina de manejo de pragas e doenças é parte da estratégia de formação agroecológica da Rede de Pesquisa, Inovação, Tecnologia, Serviços e Desenvolvimento Sustentável, que envolve instituições públicas de ensino, pesquisa e extensão rural, além de associações de produtores rurais.

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