Um menino sonhador, nascido e criado na zona rural, que aprendeu desde cedo que os desafios não eram obstáculos, que preferiu não ter a opção de desistir nos caminhos que decidiu trilhar, e que hoje, com 33 anos de uma carreira construída com excelência, coragem, disciplina e determinação, alcançou um dos mais altos postos da carreira militar brasileira, se tornando um orgulho para a localidade de Barro Branco, em São Fidélis.
Filho de Maria Celeste Moret Rocha e de Renato Mozer Rocha, Osvaldo da Cruz Morett Netto foi aluno da Escola Municipal Vitalino Valente. Mesmo com tantas dificuldades, o menino que saiu da roça foi promovido a General de Brigada do Exército Brasileiro, e desde abril, chefia o Centro de Desenvolvimento de Sistemas (CDS), em Brasília (DF).
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“A sensação é de uma imensa realização e muita gratidão a Deus por todo o caminho que Ele preparou para mim. Ter sido promovido ao posto de General de Brigada é sinônimo de bênção. Trata-se de um reconhecimento pelos 33 anos de serviços prestados ao Exército, ao mesmo tempo em que nos traz grandes responsabilidades, que procuramos honrar, dando sempre o melhor de nosso tempo e esforço”.
Seus pais ainda residem em Barro Branco, e neste mês, Osvaldo esteve na localidade para visitar familiares, amigos e reviver o passado que lhe inspirou. Ele contou que, quando criança, lá em Barro Branco, era fascinado por aviões, e que quando via os aviões passando “riscando o céu”, corria para o quintal para observá-los.
O encanto por aviões lhe despertou o desejo de ser piloto de avião, mas o anseio pela aviação fez ele voar ainda mais alto, estimulando em si a carreira militar. Segundo o general, o sonho de seguir a carreira militar foi surgindo aos poucos, à medida que foi descobrindo essa desafiadora e fascinante profissão.
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Osvaldo fez vestibular para engenharia elétrica e passou na primeira fase da UFRJ, mas conta que precisava de uma opção que lhe permitisse conciliar a possibilidade de estudar e proporcionar independência, foi aí que percebeu que o Exército se encaixava perfeitamente. “Após prestar o concurso, me identifiquei com a carreira e tive a oportunidade de realizar diversos cursos”.
O fidelense ingressou no Exército Brasileiro em 1993, pela Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), e foi declarado Aspirante a Oficial pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN) em 1997. Ele é graduado em Engenharia Cartográfica e tem mestrado em Engenharia Cartográfica no Instituto Militar de Engenharia (IME).
Osvaldo realizou o Curso de Aperfeiçoamento Militar (CAM) da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), Curso de Direção para Engenheiros Militares (CDEM) e o Curso de Política, Estratégia e Alta Administração do Exército (CPEAEx), ambos na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Ele possui ainda cursos civis de Gestão da Inovação e MBA Executivo em Administração, Política e Estratégia da FGV.
Entre as funções de destaque ao longo da carreira militar, Osvaldo Morett Netto foi chefe do 4º Centro de Geoinformação (4º CGEO), Gerente do Projeto de Radiografia da Amazônia e Observador Militar das Nações Unidas para o Referendo do Saara Ocidental (MINURSO). Ele também foi instrutor da ECEME e Comandante do Corpo de Alunos do IME, e antes de assumir a chefia do CDS, desempenhava a função de Subchefe do Gabinete de Planejamento e Gestão (GPG) do Departamento de Ciência e Tecnologia.
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“Enfrentei desafios que, muitas vezes, me fizeram pensar que eu talvez não fosse capaz de superá-los. Tinha muita gente melhor, que teoricamente seria mais capaz, mas com “fé em Deus e foco” podemos ir muito além do que imaginamos. Viver é fazer escolhas e fazer escolhas é abrir mão de algumas coisas para conquistar outras. Em diversas oportunidades, precisei abrir mão de fazer o que eu gostava para fazer o que eu precisava fazer. A Bíblia ensina que aquele que “põe a mão no arado não deve olhar para trás”.
Durante a carreira, o General Morett foi condecorado com a Medalha Prêmio Missão Cartográfico Austríaca (MINURSO), Medalha da Ordem do Mérito Militar Grau Comendador, Medalha do Pacificador e a Medalha do Serviço Amazônico – grau Passador de Bronze.
“Precisamos semear boas sementes porque a colheita é certa”, concluiu o fidelense e hoje General de Brigada do Exército Brasileiro.



