Não vacinados são maioria entre os internados por Covid-19 no estado do RJ

Os mais acometidos são os adultos com 49 anos ou menos. Os dados reforçam ainda mais a importância de se completar o ciclo vacinal, além da dose de reforço

imagem: Secretaria de Saúde do Estado

Dados levantados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), através do SIVEP-Gripe, indicam que a maioria das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), em que a causa é a Covid-19, é de pessoas não vacinadas ou com esquema vacinal incompleto. Os mais acometidos são os adultos com 49 anos ou menos. Os dados reforçam ainda mais a importância de se completar o ciclo vacinal, além da dose de reforço. “Esses dados comprovam que quem recebe todos os imunizantes está mais protegido em relação aos não vacinados. O avanço na vacinação fez com que as internações hospitalares caíssem, levando a nossa taxa de ocupação para patamares bem baixos. A ocupação nas enfermarias está em 16,5%, e UTI, em 28,4%” – destaca o secretário de Estado de Saúde, Alexandre Chieppe.

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Ainda segundo o levantamento sobre as internações, na faixa etária de 49 anos ou menos, 42,59% não tomaram a vacina, 39,57% foram imunizados de forma parcial e 9,82% completaram o ciclo. Para quem tem idade entre 50 a 64 anos, 23,7% não se imunizaram, 27,81% receberam uma dose e 19,01% as duas. Já o grupo de idoso que mais recebeu a dose de reforço foi de 80 a 84 anos, com uma cobertura de 95,1%, vindo depois do grupo de 70 a 74, com 55,4% de imunização contra a Covid-19.

O secretário Alexandre Chieppe ressaltou também a importância da população receber a dose de reforço, disponível nos postos de saúde, e continuar mantendo as medidas de prevenção. “Até o momento, apenas 10,6% dos idosos com idade entre 60 e 64 anos receberam as doses de reforço no estado, conforme registros do Programa Nacional de Imunizações (PNI), e 31,9% entre 65 e 69 anos. Coberturas que precisam aumentar para garantir imunidade completa. A pandemia ainda não acabou, por isso, é importante também que a população continue mantendo as medidas de prevenção” – adverte Chieppe.

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