Municípios da região, discutiram propostas para erradicar trabalho infantil

Trabalho-infantil-diminui-no-Ceará-entre-2009-e-2010[1]

O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador da Região Norte Fluminense (Cerest), realizou na tarde de ontem (02/09), o I Encontro Regional Norte Fluminense de Saúde e Trabalho Infantil, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde, Faculdade de Medicina de Campos (FMC), Fundação Benedito Pereira Nunes e Hospital Escola Álvaro Alvim. O encontro aconteceu no auditório da Sociedade Fluminense de Medicina e Cirurgia, nos altos da FMC.

De acordo com a coordenadora do Cerest, Amanda Ribeiro, o objetivo é discutir e colaborar com a articulação intra e interinstitucional na Região Norte Fluminense sobre Saúde e Trabalho Infantil, a fim de elaborar propostas de trabalho em conjunto. Uma das medidas apresentadas diz respeito à participação das secretarias municipais de Educação, desenvolvendo ações de conscientização a respeito do trabalho infantil.

“Vamos criar uma oficina de trabalho regional para propor ações para erradicação do trabalho infantil, em parceria com os municípios da região Norte Fluminense, o Cerest, e o Ministério Público do Trabalho, para o fortalecimento dessa relação entre os municípios, e para dar prosseguimento ao trabalho que foi iniciado hoje. Foi um ponta-pé inicial para desenvolvermos ações a nível municipal e regional. Vamos marcar um próximo encontro com data ainda a ser definida”, explicou Amanda.

Os municípios de São João da Barra, São Fidélis, Quissamã, Carapebus, e Conceição de Macabu, além de Campos, enviaram representantes, que apresentaram as realidades de cada lugar. Em Campos, de acordo com a coordenadora, existem 64.453 crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos de idade. Desse total, 3.660 estão trabalhando, ou seja, 5,7% desse grupo populacional.

IH003851[1]O setor que mais preocupa é o de bares, restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos especializados em servir bebidas, de acordo com o Sistema de Informações sobre Focos de Trabalho Infantil do Ministério do Trabalho e Emprego. “Todos os municípios estão bastante preocupados em dar continuidade a essas discussões”, disse a coordenadora do Cerest.

Profissionais dos Programas Municipais de Saúde do Trabalhador, coordenadores e outros profissionais da Estratégia de Saúde da Família (ESF), do Programa Saúde na Escola (PSE), Conselho Tutelar, coordenadores dos Programas de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), Ministério Público do Trabalho, coordenadores dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), além da Vara da Infância e Adolescência participaram do evento.

A psicóloga do Núcleo de Estudos de Saúde do Adolescente (NESA), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Jussara dos Santos Veiga, ministrou oficina sobre as experiências da universidade e atuou como mediadora na condução das propostas de ações entre os municípios. O coordenador do Programa de Saúde do Trabalhador Adolescente do Estado do Rio de Janeiro, Pedro Coscarelli, participou do encontro, oferecendo apoio técnico.

Fonte/Ascom

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